O fim da doença e da morte
DENTRE todas as coisas que têm causado pesar e sofrimento à humanidade, a doença e a morte estão na dianteira. Até mesmo o medo da morte tem mantido as pessoas numa forma de servidão, e ameaças de morte têm obrigado a muitos a cometer atos em violação de sua consciência — por exemplo, sob o regime nazista, quando alguns foram aterrorizados até traírem seus próprios amigos. (Hebreus 2:15) Quanto alívio sentirá a humanidade quando estes inimigos, a doença e a morte, forem abolidos! — 1 Coríntios 15:26.
Somente o Criador pode ajudar as pessoas a sair desta situação lastimável. E ele não só prometeu fazer isso, mas também lançou o alicerce para a eliminação completa e permanente da morte, sob o governo dos “novos céus” de Jesus Cristo e de seus reis e sacerdotes associados. Deus promete à humanidade que “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” Ele acrescenta, para nos dar fé e certeza: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Revelação 21:4, 5) Com a eliminação da doença e da morte, também desaparecerão os efeitos debilitantes da velhice, com sua pele enrugada e seu cabelo grisalho.
Sabermos desta promessa divina e crermos nela elimina grande parte da tristeza causada pela morte. Não mais estaremos “pesarosos como os demais que não têm esperança”. — 1 Tessalonicenses 4:13.
NÃO É UMA ESPERANÇA NOVA
Esta esperança não é nova. Homens e mulheres, que serviram a Deus há milhares de anos, tiveram esta esperança que os consolava e fortalecia. Embora soubessem que iam morrer, também tinham fé em Deus, de que seriam trazidos de volta, com a oportunidade de ter vida eterna. Alguns destes fiéis foram realmente testemunhas oculares de ressurreições realizadas por Deus, por meio de seus profetas e por Jesus e os apóstolos. Naturalmente, aqueles ressuscitados por fim morreram novamente. Mas os servos de Deus aguardavam então uma “ressurreição melhor”, sob o reino messiânico, quando não mais será necessário morrer de novo, exceto pela desobediência deliberada. — Hebreus 11:16, 35.
Abraão demonstrou ter fé notável na ressurreição. (Hebreus 11:17-19) O fiel e perseverante Jó falou sobre estar no Seol, na sepultura, e de ser lembrado por Deus no tempo determinado por Ele. (Jó 14:13) E quando o profeta Daniel pediu entendimento de sua profecia de longo alcance, que havia de se cumprir no “tempo do fim”, o anjo de Deus disse-lhe: “Descansarás, porém, no fim dos dias erguer-te-ás para receber a tua sorte.” — Daniel 12:8, 9, 13.
QUEM RECEBERÁ UMA RESSURREIÇÃO TERRESTRE
A ressurreição, dentre os mortos, será apenas o primeiro passo no propósito de Deus, de reabilitar aqueles que faleceram. Eles sairão da sepultura para ser acolhidos e recebidos pela “grande multidão” de sobreviventes da “grande tribulação”, após a destruição do atual sistema iníquo de coisas haverá dois grupos de pessoas ressuscitadas para viver novamente na terra: (1) Aqueles que se mostraram fiéis a Deus, no passado, entre os quais estão os mencionados no capítulo onze de Hebreus, e aqueles que, antes da morte, nunca foram servos de Deus. “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos”, disse o apóstolo Paulo. (Atos 24:15) Os do primeiro grupo não terão nenhuma dificuldade em aprender e aceitar as provisões de vida, feitas por Deus mediante o sacrifício de Cristo. De bom grado serão obedientes às leis então existentes. Tais fiéis, mesmo agora, enquanto ainda estão na sepultura, são contados por Deus como “viventes”, porque é certo que ele os ressuscitará. — Lucas 20:37, 38.
Aqueles que antes não serviram a Deus, após serem ressuscitados, terão de aprender sobre Jeová, o verdadeiro Deus, e suas bondosas provisões mediante Jesus Cristo. A “grande multidão” de sobreviventes da tribulação será responsável por instruí-los. (Romanos 10:14) As boas novas terão de ser esclarecidas a estes ressuscitados, porque Deus declarou que é preciso que, “no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão [na sepultura], e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. — Filipenses 2:10, 11.
Exigir-se-á que os ressuscitados sejam obedientes às leis então vigentes, e eles serão julgados “pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações”. (Revelação 20:12) Os “rolos”, pelo visto, representam a Revelação da vontade de Deus para a humanidade, durante aquele período milenar.
A PERFEIÇÃO NÃO É LOGO ALCANÇADA
Os membros da “grande multidão” não serão logo perfeitos, assim que acabar a “grande tribulação”. Mas sobreviverão à destruição deste sistema de coisas por causa de sua fé e obediência, e constituirão o “alicerce” da “nova terra”. (Revelação 7:14-17; veja Isaías 51:16.) De modo que, sem dúvida, continuarão em fidelidade e farão rápido progresso em direção à perfeição, ao seguirem as coisas escritas nos “rolos”. — Salmo 37:30, 31.
Que dizer dos membros desta “grande multidão”, que sofrem de séria invalidez, tal como doença cardíaca, paralisia, cegueira, perda de braços ou pernas, e assim por diante? É razoável crer que recebam cedo uma cura destes defeitos. Quando Jesus esteve na terra, ele ilustrou tais curas. Curou instantaneamente mãos e braços ressequidos, fortaleceu membros paralíticos e restaurou a vista aos cegos. Essas partes do corpo não cresceram novamente aos poucos. (Lucas 6:8-10; João 5:5-9) Do mesmo modo, os ressuscitados voltarão logicamente com corpos sãos. Isto se deu também com todos aqueles que as Escrituras relatam como ressuscitados. (Lucas 8:54, 55) Lázaro, por exemplo, estava parcialmente decomposto, mas ele voltou do sepulcro com as partes decompostas renovadas. (João 11:39-44) Deus fez a seguinte promessa ao seu povo, que ele intencionou restabelecer na terra deles, na antiguidade: “Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’ O povo que mora na terra serão os a quem se perdoa seu erro.” As pessoas poderão fazer as coisas normais da vida, mesmo sem serem ainda perfeitas. — Isaías 33:24.
COMO VIRÁ A PERFEIÇÃO
11 Entretanto, a plena perfeição física evidentemente virá apenas conforme a pessoa, por causa de sua fé em Cristo, fizer progresso espiritual em ‘revestir-se da nova personalidade’. Embora alguém tenha sido curado duma grande invalidez, ao passo que ele praticar o que é direito, chegará cada vez mais perto da perfeição. Aproveitar-se-á regularmente da provisão de Deus para a sua cura, por meio do sacrifício expiatório de Cristo. (Revelação 22:2) Cristo eliminará misericordiosamente todas as imperfeições de tal pessoa. Esta mudança espiritual terá de ser feita primeiro, porque o pecado é à causa da morte, e ninguém pode ser perfeito, num corpo físico, a menos que o pecado seja completamente eliminado de sua personalidade. A Bíblia sempre relaciona a doença com o pecado. — Lucas 5:18-25; 1 Coríntios 15:56; Romanos 6:23.
O apóstolo Paulo descreve a “luta” agora travada por cada um daqueles que procuram transformar sua personalidade, para se tornaram plenamente agradáveis a Deus. Ele diz: “Aquilo que quero, isso não prático; mas aquilo que odeio é o que faço. . . . O bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que prático . . . Quem o produz não sou mais eu, mas o pecado que mora em mim.” (Romanos 7:15-20) Todos os humanos, por meio de herança, foram produzidos “em erro”, em pecado. (Salmo 51:5) Também, todos têm aumentado este pecado, no decorrer de sua própria vida, tendo sido influenciados erroneamente pelo ambiente.
Mesmo já hoje a pessoa pode genuinamente livrar-se das coisas que ‘apanhou’ do seu ambiente, com a ajuda da Palavra de Deus, de Seu espírito e da sua própria associação com os servos de Deus. Mas é diferente com aquilo que provém da sua constituição genética, que é parte dela em sentido físico e mental. É verdade que pode lutar contra estas falhas, com bastante êxito, porque o apóstolo nos diz que podemos ‘transformar nossa mente’, ‘revestir-nos da nova personalidade’, ‘produzir os frutos do espírito’, ‘ter uma boa consciência’ e ‘manter uma conduta excelente’. (Romanos 12:2; Efésios 4:24; Gálatas 5:22, 23; 1 Pedro 3:16; 2:12) Mas não podemos eliminar inteiramente estas tendências más, herdadas, só por meio de tal esforço. O apóstolo disse a respeito de sua própria situação: “Homem miserável que eu sou! Quem me resgatará do corpo que é submetido a esta morte? Graças a Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Assim, pois, com a mente, eu mesmo sou escravo da lei de Deus, mas com a minha carne, escravo da lei do pecado.” — Romanos 7:24, 25.
No tempo atual, o cristão pode receber o perdão de seus pecados mediante a fé em Jesus Cristo e no sacrifício de sua vida a favor de nossos erros. E ele tem de acompanhar suas orações, pedindo perdão, por fazer o melhor que pode para harmonizar-se com o proceder certo. Nunca pode afrouxar na luta contra as inclinações erradas, e, com a ajuda do espírito de Deus, não precisa ser uma batalha perdida. Sua consciência pode estar limpa. (Romanos 8:2, 11-13; Hebreus 9:14) No novo sistema de coisas, porém, Cristo administrará o pleno benefício de Seu sacrifício, para que as fraquezas herdadas, as ‘deformidades’ genéticas, recebidas dos antepassados, sejam corrigidas. A pessoa será curada em todos os sentidos. Que alívio! Que libertação, quando se puder fazer exatamente o bem que se tem no coração para fazer, todo o tempo! Deveras, graças a Deus mediante Jesus Cristo.
Portanto, durante o reinado milenar de Cristo, a pessoa pode ficar gradualmente menos sobrecarregada pelas tendências pecaminosas. Fará cada vez mais as coisas certas. Daí, quando tiver alcançado a perfeição, não será mais uma luta para fazer as coisas certas. Será natural fazer o certo. Não se estará nem um pouco inclinado a furtar, a cometer imoralidade, a odiar ou a caluniar os outros. O apóstolo Paulo disse a respeito da lei mosaica, que legislava contra tais coisas: “Ora, sabemos que a Lei é excelente, desde que seja manejada licitamente no conhecimento do seguinte fato: de que a lei é promulgada, não para o justo, mas para os que são contra a lei e os indisciplinados, ímpios e pecadores.” (1 Timóteo 1:8, 9) Quem é perfeito não precisa de lei para adverti-lo a não fazer estas coisas iníquas. Quando Jesus esteve na terra, era-lhe natural fazer o que era certo. Ele ‘amava a justiça e odiava o que era contra a lei’. (Hebreus 1:9) Tinha uma reação imediata, motivada pelo coração, de fazer o bem e rejeitar o mal. Considere a narrativa sobre a sua tentação por Satanás e também o esforço errôneo de Pedro, de fazer com que Jesus evitasse aquilo que Deus lhe apresentara para fazer. — Mateus 4:1-11; 16:21-23.
ACOLHIMENTO DOS RESSUSCITADOS
Quanto aos ressuscitados, Deus “recriará” com exatidão cada pessoa, com todo o seu padrão de vida, sua personalidade e sua memória, assim como fora antes. O ressuscitado poderá identificar-se como sendo a mesma pessoa. Também, seus anteriores companheiros o conhecerão pela sua aparência e pelas suas caraterísticas. Poderá então recomeçar a vida, após a interrupção causada pela sua morte, com as mesmas motivações, inclinações e tendências que demonstrara antes. Todavia, seus pecados e erros passados não lhe serão levados em conta. Por que não? Porque o propósito de Deus, em trazê-lo de volta à terra, é oferecer-lhe a oportunidade de se aproveitar do sacrifício de Cristo e de ser liberto do pecado. No entanto, o que alguém fez no passado, se tiver sido mau, terá efeito sobre sua personalidade, e será preciso vencer as resultantes tendências más. Quanto mais injusto tiver sido seu proceder anterior, tanto mais terá de mudar. Alguns talvez não se aproveitem da oportunidade de mudar. — Isaías 26:10.
Para o ressuscitado, o tempo que esteve morto parecerá apenas um instante, visto que a morte é a não-existência. É comparada na Bíblia com um sono profundo. (João 11:11-14; 1 Tessalonicenses 4:13, 14; Eclesiastes 9:5, 10) Milhares de anos, ou um só dia, parecerão apenas como um instante de tempo. De modo que, para o ressuscitado, será como que atravessar um portal para sair do atual sistema iníquo de coisas e entrar no novo sistema justo e ordeiro de coisas.
Naturalmente, quem faleceu há muitos anos atrás, ficará surpreso de encontrar a situação na terra tão diferente. Terá de ser informado pelos membros da “grande multidão” a respeito das obras que Deus realizou no ínterim, em especial por dar Seu Filho como sacrifício expiatório. Terá de aprender também que as boas condições são o resultado do Reinado de Cristo. Estaria em harmonia com a benevolência de Deus presumir que os membros duma família e os amigos possam acolher de volta seus entes amados, que faleceram, assim como se deu nas ressurreições relatadas na Bíblia. (Lucas 7:12-15; 8:49-56; Hebreus 11:35) Daí, depois de um período de instrução, os ressuscitados, por sua vez, poderão acolher e ajudar seus entes queridos, ainda mortos, que subseqüentemente serão trazidos de volta. Deste modo, ninguém será ressuscitado num mundo totalmente desconhecido, mas, antes, num companheirismo cordial, sem ‘lacuna nas comunicações’. Este processo continuará até que todos os mortos resgatados estejam finalmente ressuscitados. Quão jubiloso será aquele tempo!
DEUS TORNA-SE “TODAS AS COISAS PARA COM TODOS”
No fim dos mil anos, terão sido destruídos os últimos vestígios do pecado e de sua conseqüência, a morte. (1 Coríntios 15:26) Mas, será que alcançarem todos, então, esta perfeição na terra significa que tais pessoas não poderão mais pecar? Não, porque a Bíblia revela que aqueles que atingem este estado não terão garantida a vida eterna até que se provem fiéis contra o ataque final de Satanás, o Diabo. Quando o reino e o sacerdócio de Cristo realizarem o restabelecimento da perfeição, Cristo entregará o Reino de novo a Deus, e o homem novamente estará na relação com Deus que Adão teve. Restabelecer-se-á a situação existente no começo, e o destino derradeiro e duradouro do homem caberá só a Deus decidir. Deus permitirá este ataque de Satanás e de suas hostes demoníacas.
Revelação 20:7-10 descreve o que ocorrerá como prova para os habitantes da terra: “Ora, assim que tiverem terminado os mil anos, Satanás será solto de sua prisão [o abismo, onde foi lançado pouco antes do começo dos mil anos], e ele sairá para desencaminhar aquelas nações nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de ajuntá-los para a guerra. O número destes é como a areia do mar [um número não especificado, portanto humanamente indeterminável]. E avançaram sobre a largura da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade amada. Mas desceu fogo do céu e os devorou. E o Diabo que os desencaminhava foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde já estavam tanto a fera como o falso profeta; e serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.” — Veja Revelação 20:1-3.
Esta profecia mostra que algumas das pessoas então na terra se agruparão para atacar os fiéis sobre ela. Serão induzidas a isso por Satanás e seus demônios. Por que fariam isso pessoas perfeitas? Assim como Adão e Eva, querem a independência de Deus. Estão convencidas de que há a oportunidade de fazer isso. Satanás oferecerá assim a ‘última resistência’, para vencer sua luta pela grande questão que ele suscitara originalmente, a saber, a questão da justeza do governo de Deus. Ele fracassará, porque os fiéis, sem dúvida constituindo a grande maioria da humanidade, permanecerão firmes. Daí, Satanás e os que o tiverem seguido serão lançados no “lago de fogo”. Este é a “segunda morte”, onde ficarão por toda a eternidade em ‘tormento’ (os carcereiros, na antiguidade, eram chamados de “atormentadores” [Mateus 18:34, Almeida, revista e corrigida]. Ficarão ‘encerrados’ para sempre na não-existência.
Àqueles que fielmente se tiverem mantido firmes a favor do governo ou da soberania de Deus conceder-se-á então a vida eterna. Eles ‘passarão a viver’, quer dizer, terão garantida a vida real, (Revelação 20:4-6) Deus se tornará assim “todas as coisas para com todos”. (1 Coríntios 15:28) Mas, como pode Deus garantir com segurança que estes viverão para sempre? Porque ele conhece cabalmente os que o amam e que nunca se desviariam dele. Temos o exemplo desta capacidade de Deus no caso de Jesus Cristo, a quem Deus conhecia tão cabal e totalmente, que podia predizer que Cristo permaneceria fiel, em todas as provas. Deus fez até mesmo que seus profetas escrevessem de antemão sobre muitos dos próprios pormenores daquilo que Cristo faria em obediência a Deus, sob severas dificuldades. — Isaías 53:7, 11; Salmos 40:7-10; 45:7.
CUMPRIDO O PROPÓSITO DE DEUS PARA COM A TERRA
Assim, embora tenha levado tempo, o propósito de Deus para com a terra terá glorioso cumprimento. A terra será um grandioso paraíso, cheio de humanos que louvam a Deus e que têm amor uns aos outros. Mas, não ficará então a terra cheia demais? Não. Podemos ter a certeza de que Deus sabe o número de pessoas que podem viver confortavelmente na terra. De modo que pode reservar bastante espaço para montanhas e mares, bem como lugar para o habitat da vida selvática, para beleza e recreação. Ajustará as coisas de modo que não haja sensação de aperto, como se dá hoje no caso das grandes cidades. A vida será agradável, todas as pessoas estando em harmonia. No entanto, visto que estas variarão em personalidade e em dons e talentos, e habilidades, haverá infindáveis perspectivas de interesse e prazer a ser usufruídos na sua companhia. Os muitos campos de atividade fornecerão absorvente estudo, pesquisa e empreendimento, com um objetivo real e duradouro. Cada um poderá contribuir com seus talentos e habilidades para o bem-estar comum, e terá energia e tempo para isso. — Veja Isaías 40:29-31 e o princípio expresso em Eclesiastes 5:18-20.
Quando Deus criou o homem e a mulher, disse-lhes que subjugassem a terra e exercessem domínio sobre a criação animal. (Gênesis 1:28) A terra foi concedida como dádiva ao homem — seu lar. (Salmo 115:16) Portanto, o homem saberá como cuidar da terra, exercendo controle devido e amoroso sobre os animais. Os animais serão amigos do homem e instintivamente respeitarão seu domínio. Deus demonstrou isso quando restabeleceu o antigo Israel depois do exílio em Babilônia. (Oséias 2:18) De plena posse de suas faculdades, com todos os seus sentidos atentos, o homem não sofrerá acidentes sérios. Veja os animais no seu meio ambiente natural. O morcego, com seu equipamento de “sonar”, voa no escuro, evitando sem errar os objetos, mesmo tão finos como uma corda de piano. O pássaro pousa perfeitamente num galho ou ramo. Eles estão plenamente equipados para a vida que levam e gostam de viver. Com raciocínio ainda mais forte, podemos presumir que o homem, sendo superior aos animais, estará perfeitamente à vontade no seu meio ambiente.
O trabalho será então alegre. O homem não terá de comer o pão ‘no suor do seu rosto’, assim como se disse a Adão, depois de ele ter pecado. (Gênesis 3:19) O trabalho e o exercício de todas as suas faculdades manterão os homens ocupados em empreendimentos meritórios e objetivos. Assim como prefigurado no antigo Israel, quando aquele povo obedecia à lei, haverá ampla concessão de tempo para associação com os mais próximos e mais íntimos, bem como para conhecer novos amigos. Assim se terá amigos em toda a terra, os quais sempre permanecerão amigos. Tudo isso resultará de se fazer amizade com aqueles que mais amam a humanidade, Jeová Deus e seu Filho, Jesus Cristo. — João 15:14.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Os “sete erros capitais do mundo”
CONTA-SE que Mohandas Gandhi preparou uma lista do que chamou de os “Sete Erros Capitais do Mundo”. São os seguintes:
•Riqueza sem trabalho
•Prazeres sem consciência
•Conhecimento sem caráter
•Comércio sem moralidade
•Ciência sem humanização
•Adoração sem sacrifício
•Política sem princípios
Seu neto, Arun Gandhi, segundo se diz, acrescentou um oitavo item:
•Direitos sem responsabilidades
Talvez você pudesse acrescentar outros itens a essa lista, mas ela certamente dá o que pensar. A Bíblia dá a solução para esses “erros”, resumida em dois mandamentos: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” — Mateus 22:37-40.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Como é o céu?
ALGUMAS pessoas acham que é impossível saber como é o céu porque ninguém veio de lá para nos contar. Talvez não se lembrem que Jesus disse: “Desci do céu.” (João 6:38) Ele também disse o seguinte a alguns líderes religiosos: “Vós sois dos domínios de baixo; eu sou dos domínios de cima.” (João 8:23) O que Jesus disse sobre o céu?
Jesus confirmou que o céu é onde Jeová mora. Ele chamou Deus de “meu Pai que está no céu”. (Mateus 12:50) Mas Jesus usou a palavra “céu” em mais de um sentido. Por exemplo, ele se referiu à atmosfera da Terra como “céu” ao dizer: “Observai atentamente as aves do céu.” (Mateus 6:26) No entanto, Jeová mora além da atmosfera. A Bíblia diz: “Há Um que mora acima do círculo da terra.” — Isaías 40:22.
Será que o “Pai que está no céu” mora entre as estrelas? De fato, o Universo físico também é chamado de “céu” nas Escrituras Sagradas. Por exemplo, um salmista escreveu: “Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal para que te lembres dele?” — Salmo 8:3, 4.
No entanto, Jeová Deus não precisa morar dentro do Universo físico que ele criou, assim como um marceneiro não precisa morar dentro de um móvel que ele fez. Por isso, quando o Rei Salomão dedicou o templo em Jerusalém a Jeová, ele disse: “Morará Deus verdadeiramente na terra? Eis que os próprios céus, sim, o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos, então, esta casa que construí!” (1 Reis 8:27) Se Jeová não mora no céu físico, em que céu ele mora?
Embora os homens estudem os céus físicos com poderosos telescópios, e alguns tenham viajado para o espaço, o que a Bíblia diz continua sendo verdade: “Nenhum homem jamais viu a Deus.” (João 1:18) Jesus explicou o porquê quando disse: “Deus é Espírito.” — João 4:24.
Um espírito é uma forma de vida superior a um humano. Um espírito não é feito de matéria física — como carne e sangue — que pode ser vista ou percebida pelos sentidos humanos. Assim, quando Jesus disse que morava ao lado de seu Pai no “céu”, ele queria dizer que tinha uma forma de vida mais gloriosa do que qualquer forma de vida física. (João 17:5; Filipenses 3:20, 21) Esse domínio espiritual onde Jesus morava com seu Pai é o que a Bíblia chama de “céu”. Como é esse céu? O que acontece lá?
Um lugar de atividade alegre
A Bíblia descreve o céu como um lugar de muita atividade. Ela menciona centenas de milhões de criaturas espirituais fiéis que vivem ali. (Daniel 7:9, 10) Cada uma dessas criaturas tem sua própria personalidade. Como sabemos disso? Em toda criação visível, nunca encontramos duas coisas vivas exatamente iguais, por isso podemos ter certeza de que no céu também há uma grande diversidade. O que é notável é que todas essas personalidades celestiais trabalham em união, fazendo um contraste impressionante com o que acontece na Terra nos nossos dias, onde as pessoas raramente cooperam umas com as outras.
Veja como a Bíblia descreve a atividade no céu. “Bendizei a Jeová, vós anjos seus, poderosos em poder, cumprindo a sua palavra, por escutardes a voz da sua palavra. Bendizei a Jeová, todos os exércitos seus, vós ministros seus, fazendo a sua vontade.” (Salmo 103:20, 21) Vemos então que muito trabalho é feito no céu. Podemos ter certeza de que é um trabalho gratificante.
Os anjos têm uma longa história de serviço alegre, que remonta a uma época anterior à criação da Terra. Segundo as Escrituras, quando Jeová fundou a Terra, os filhos de Deus juntos “gritavam de júbilo” e “começaram a bradar em aplauso”. (Jó 38:4, 7) Um dos filhos celestiais de Deus teve até mesmo o privilégio de trabalhar ao lado de Deus na criação de todas as outras coisas. (Colossenses 1:15-17) Essa bela descrição de alegre atividade no céu talvez o faça pensar em algumas perguntas sobre o céu e a humanidade.
Os humanos foram feitos para viver no céu?
Visto que os anjos serviam a Deus no céu antes da fundação da Terra, com certeza o primeiro homem e a primeira mulher não foram criados para povoar os céus. Em vez disso, Deus disse ao primeiro casal humano: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” (Gênesis 1:28; Atos 17:26) Adão foi o primeiro de uma nova forma de vida terrestre, capaz de conhecer a Deus e de servi-lo fielmente. Ele se tornaria o pai de uma raça humana, cujo lar seria a Terra. “Quanto aos céus, os céus pertencem a Jeová, mas a terra ele deu aos filhos dos homens.” — Salmo 115:16.
As pessoas normalmente não querem morrer; a morte não é natural para os humanos. Deus mencionou a morte a Adão apenas como punição pela desobediência. Se Adão tivesse obedecido, ele nunca teria morrido. — Gênesis 2:17; Romanos 5:12.
Por isso, não é de admirar que Deus não tenha dito nada a Adão sobre ir para o céu. A Terra não foi feita com o objetivo de ser o lugar onde as pessoas seriam postas à prova para se saber se estariam aptas para viver no céu. O homem foi criado para viver eternamente na Terra, e esse propósito de Deus ainda se cumprirá. A Bíblia promete que “os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre”. (Salmo 37:29) Fica claro que os humanos não foram feitos para viver no céu. Então, por que Jesus prometeu vida celestial a seus apóstolos? Será que Jesus queria dizer que todas as pessoas boas vão para o céu?
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Como namorar alguém que mora longe?

“Eu acabara de acompanhar até o hotel um grupo de congressistas que assistia a um congresso internacional das Testemunhas de Jeová. Já estava indo para casa, quando chegou outro grupo. Parei para conversar e conheci Odette. Nossos caminhos se cruzaram de novo naquela mesma semana. Decidimos nos corresponder e, depois de alguns anos nos conhecendo por carta, começamos a namorar.” — Tony.
O MUNDO ficou menor. Em décadas recentes, passagens aéreas mais baratas, a implantação de redes mundiais de telefonia, sistemas mais rápidos de correio e a Internet abriram novas possibilidades no campo do romance. E sob muitos aspectos, a idéia de namorar alguém que mora a centenas ou até mesmo milhares de quilômetros pode parecer atraente, em especial se há poucos pretendentes onde você mora.
Para alguns casais, foi bom ter namorado alguém de longe. “Somos casados e felizes há 16 anos”, diz Tony. Alguns até argumentam que namorar alguém que mora longe tem a vantagem de permitir que ambos se conheçam sem serem cegados pela atração física. Independentemente das vantagens, porém, esse tipo de namoro tem seus próprios desafios.
Como se conhecer
É melhor saber o máximo possível sobre a pessoa com quem você pensa em se casar. Mas como Frank, um homem casado, diz por experiência própria, “não é fácil conhecer a pessoa verdadeira, ‘a pessoa secreta do coração’”. (1 Pedro 3:4) Doug, outro cristão que namorou uma moça de longe, admite: “Relembrando a situação, reconheço que não nos conhecíamos muito bem.”
É realmente possível conhecer bem alguém que mora a centenas ou milhares de quilômetros de distância? Sim, mas exige muito esforço. “Não tínhamos dinheiro para telefonar, por isso escrevíamos uma carta por semana”, diz Doug. Joanne e Frank, porém, acharam que escrever cartas não lhes servia. “De início, escrevíamos cartas, depois, experimentamos o telefone”, diz Joanne. “Daí, Frank me enviou um pequeno gravador. Gravávamos uma fita nova toda semana.”
Honestidade é o mais importante
Não importa a forma de comunicação que você use, o importante é ser honesto. “Se você mente, isso acaba sendo descoberto e afeta o relacionamento”, menciona Ester, uma esposa cristã. “Sejam honestos um com o outro. Seja honesto consigo mesmo. Se você não concorda com algo, não ignore isso. Converse a respeito.” O apóstolo Paulo dá este bom conselho: “Falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo.” — Efésios 4:25; note Hebreus 13:18.
Sobre que assuntos vocês devem conversar? Todos os namorados precisam falar sobre coisas como seus alvos, filhos, questões financeiras e de saúde. Mas há assuntos que talvez exijam atenção especial. Por exemplo, um de vocês, ou ambos, terá(ão) de se mudar caso venham a se casar. Estará pronto para isso, tanto em sentido mental como emocional — e conseguirá fazê-lo? Como sabe? Já se mudou antes ou ficou longe da família por longos períodos? O futuro marido de Joanne queria que ambos servissem como voluntários na sede da Sociedade Torre de Vigia (EUA), editora desta revista. “Ele me perguntou se eu poderia viver num quarto pequeno, com pouco dinheiro”, lembra Joanne. “Foi preciso discutir o assunto.”
Se o namoro envolve alguém de outro país, está disposto a adaptar-se a outra cultura? “Vocês gostam de conviver com a cultura um do outro em base diária?”, pergunta Frank. “Converse sobre esses assuntos mais importantes logo no início do seu relacionamento. Quanto mais cedo descobrirem, melhor, antes de investir muito em sentido emocional ou financeiro.” De fato, viver diariamente em outra cultura é diferente de ser turista por alguns dias. Precisará aprender outro idioma? Conseguirá adaptar-se a grandes diferenças nas condições de vida? Por outro lado, será que você está fascinado pela cultura e não pela pessoa? Esse fascínio possivelmente diminuirá com o tempo. Mas o casamento une duas pessoas permanentemente. — Mateus 19:6.
Tony explica: “Uma garota que eu conheço, de outra parte do mundo, casou-se com um rapaz do Caribe. Mas ela achou difícil viver na ilha. Era sempre quente e ela adoeceu. A comida era diferente e ela tinha saudades da família. De modo que tentaram viver na terra natal dela. Mas ele achou o estilo de vida ali materialista demais e sentia falta do achego da família e dos vizinhos. Agora estão separados; cada um mora na sua terra natal. Os dois filhos sentem falta do amor e da atenção que receberiam se os pais estivessem juntos.”
Casar-se com uma pessoa que vive bem longe, e que talvez tenha outra cultura, traz outros desafios. Está preparado para despesas maiores de viagem e de comunicação? Lydia relembra: “Phil costumava brincar que tínhamos de nos casar logo porque sua conta telefônica era alta demais, mas agora temos de pagar as ligações que faço para minha mãe!” E se vocês tiverem filhos? Alguns crescem sem conhecer direito os parentes, sem nem poder falar com eles ao telefone por causa das diferenças de idioma! Isso não quer dizer que esses problemas sejam insuperáveis. Mas deve-se calcular os custos de um casamento assim. — Note Lucas 14:28.
Como ele (ou ela) realmente é?
Como saber se o pretendente é realmente sincero e honesto? “Toda árvore boa produz fruto excelente”, diz Mateus 7:17. Assim, quais são as obras dele? Será que suas ações comprovam o que diz? Pelo seu passado, dá para acreditar nos alvos que ele diz ter? “A primeira coisa sobre a qual falamos foram nossos alvos espirituais”, explica Ester. “Ele já servia como evangelizador por tempo integral por oito anos, e isso me deu confiança de que era sincero ao dizer que queria continuar nesse serviço.”
Mas suponhamos que a pessoa que você namora pareça evasiva. Não ignore o assunto e simplesmente torça para tudo dar certo. Vá fundo no assunto. Pergunte POR QUÊ? Um provérbio diz: “O conselho no coração dum homem é como águas profundas, mas o homem de discernimento é quem o puxará para fora.” (Provérbios 20:5) “Qualquer inexperiente põe fé em cada palavra, mas o argucioso considera os seus passos”, avisa outro provérbio. — Provérbios 14:15.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Como se manter separado do mundo
“Não fazeis parte do mundo.” — JOÃO 15:19.
EM SUA última noite na Terra como homem, Jesus mostrou profunda preocupação pelo bem-estar futuro de seus seguidores. Ele até mesmo orou sobre isso, dizendo a seu Pai: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:15, 16) Com esse pedido sincero, Jesus demonstrou que amava profundamente seus seguidores; mostrou também a importância do que já havia dito a alguns deles naquela noite: “Não fazeis parte do mundo.” (João 15:19) É evidente que para Jesus era muito importante que seus seguidores se mantivessem separados do mundo.
2 O “mundo” que Jesus mencionou refere-se a toda a humanidade apartada de Deus, governada por Satanás e escravizada ao espírito egoísta e orgulhoso que se origina do Diabo. (João 14:30; Efésios 2:2; 1 João 5:19) Realmente, a “amizade com [esse] mundo é inimizade com Deus”. (Tiago 4:4) Como, porém, os que querem permanecer no amor de Deus podem estar no mundo e ainda assim estar separados dele? Consideraremos cinco maneiras: por permanecer leais ao Reino de Deus sob Cristo e neutros na política do mundo, por resistir ao espírito do mundo, por ser modestos no modo de se vestir e se arrumar, por manter o olho singelo e por usar a armadura espiritual.
PERMANECER LEAIS E NEUTROS
3 Em vez de participar na política dos seus dias, Jesus se concentrou em pregar o Reino de Deus, o futuro governo celestial do qual ele seria Rei. (Daniel 7:13, 14; Lucas 4:43; 17:20, 21) Assim, quando esteve perante o governador romano Pôncio Pilatos, Jesus pôde dizer: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Os seguidores fiéis de Cristo imitam seu exemplo por ser leais a ele e ao seu Reino e por anunciar esse Reino ao mundo. (Mateus 24:14) O apóstolo Paulo escreveu: “Somos, portanto, embaixadores, substituindo a Cristo. . . . Rogamos, como substitutos de Cristo: ‘Sede reconciliados com Deus.’” — 2 Coríntios 5:20.
EM SUA última noite na Terra como homem, Jesus mostrou profunda preocupação pelo bem-estar futuro de seus seguidores. Ele até mesmo orou sobre isso, dizendo a seu Pai: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:15, 16) Com esse pedido sincero, Jesus demonstrou que amava profundamente seus seguidores; mostrou também a importância do que já havia dito a alguns deles naquela noite: “Não fazeis parte do mundo.” (João 15:19) É evidente que para Jesus era muito importante que seus seguidores se mantivessem separados do mundo.
2 O “mundo” que Jesus mencionou refere-se a toda a humanidade apartada de Deus, governada por Satanás e escravizada ao espírito egoísta e orgulhoso que se origina do Diabo. (João 14:30; Efésios 2:2; 1 João 5:19) Realmente, a “amizade com [esse] mundo é inimizade com Deus”. (Tiago 4:4) Como, porém, os que querem permanecer no amor de Deus podem estar no mundo e ainda assim estar separados dele? Consideraremos cinco maneiras: por permanecer leais ao Reino de Deus sob Cristo e neutros na política do mundo, por resistir ao espírito do mundo, por ser modestos no modo de se vestir e se arrumar, por manter o olho singelo e por usar a armadura espiritual.
PERMANECER LEAIS E NEUTROS
3 Em vez de participar na política dos seus dias, Jesus se concentrou em pregar o Reino de Deus, o futuro governo celestial do qual ele seria Rei. (Daniel 7:13, 14; Lucas 4:43; 17:20, 21) Assim, quando esteve perante o governador romano Pôncio Pilatos, Jesus pôde dizer: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Os seguidores fiéis de Cristo imitam seu exemplo por ser leais a ele e ao seu Reino e por anunciar esse Reino ao mundo. (Mateus 24:14) O apóstolo Paulo escreveu: “Somos, portanto, embaixadores, substituindo a Cristo. . . . Rogamos, como substitutos de Cristo: ‘Sede reconciliados com Deus.’” — 2 Coríntios 5:20.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O que significa tudo isso?
JESUS CRISTO disse que a “terminação do sistema de coisas” seria marcada por guerras, falta de alimentos, epidemias e terremotos. — Mateus 24:1-8; Lucas 21:10, 11.
Desde 1914, vidas humanas têm sido arruinadas por guerras entre nações e entre grupos étnicos, muitas vezes por causa da interferência de clérigos na política e, agora, por meio de generalizados ataques terroristas.
Apesar do progresso científico, centenas de milhões de pessoas em toda a Terra sofrem de extrema carência de alimentos. Todos os anos, milhões de pessoas morrem por esse motivo.
Epidemias também fazem parte do sinal dado por Jesus. Depois da Primeira Guerra Mundial, uma epidemia de gripe espanhola ceifou a vida de mais de 21 milhões de pessoas. Diferentemente de pragas que assolavam áreas específicas no passado, essa epidemia atingiu nações em toda a Terra, até mesmo ilhas remotas. A Aids se alastra por todo o globo, e flagelos como a tuberculose, a malária, a cegueira do rio e a doença de Chagas persistem nos países em desenvolvimento.
Relata-se que todos os anos ocorrem dezenas de milhares de tremores de terra de intensidade variada. Desastres provocados por terremotos em grandes centros populacionais são notícias freqüentes.
A Bíblia também predisse: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder; e destes afasta-te.” — 2 Timóteo 3:1-5.
Você não concorda que vivemos em “tempos críticos, difíceis de manejar”?
Tem observado que as pessoas são em grande escala ‘amantes de si mesmas, amantes do dinheiro’ e motivadas pelo orgulho?
Quem negaria que o mundo está repleto de pessoas exigentes, porém ingratas, não dispostas a acordos e desleais?
Tem notado que a desobediência aos pais e uma chocante falta de afeto têm aumentado vertiginosamente, não apenas em alguns lugares, mas ao redor do globo?
Sem dúvida, você se apercebe de que vivemos num mundo inebriado de amor pelos prazeres, mas sem amor à bondade. É assim que a Bíblia descreve as atitudes que prevaleceriam nos “últimos dias”.
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