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loucos por blog

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta-feira, 22 de fevereiro

O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne. — Gên. 2:24. Os cristãos unidos pelo casamento têm muitas razões para agradecer a Deus. Podem levar a vida juntos como casal feliz. Em especial podem agradecer o abençoado dom divino do casamento, que lhes dá a oportunidade de unir suas vidas e andar com Jeová. (Rute 1:9; Miq. 6:8) Ele — o Originador do casamento — sabe exatamente o que é preciso para a felicidade conjugal. Façam sempre as coisas à maneira divina e ‘o regozijo de Jeová será o vosso baluarte’, mesmo neste mundo atribulado. (Nee. 8:10) O marido cristão que ama a esposa como a si mesmo exercerá a chefia com ternura e compreensão. Sua esposa fiel a Deus será realmente louvável, pois apoiará o marido e lhe mostrará profundo respeito. Mais importante de tudo, seu casamento exemplar honrará nosso louvável Deus Jeová. w10 15/5 2:3, 21, 22

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Quinta-feira, 16 de fevereiro

O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho. — Efé. 4:28. O cristão dedicado que rouba está na verdade ‘atacando o nome de Deus’ por trazer vitupério sobre ele. (Pro. 30:7-9) Nem mesmo a pobreza justifica o roubo. Quem ama a Deus e ao próximo sabe que roubar nunca se justifica. (Mar. 12:28-31) No texto de hoje, Paulo não diz apenas o que não devemos fazer; ele destaca também o que devemos fazer. Se vivermos e andarmos por espírito santo, trabalharemos arduamente para sustentar nossa família e ter também “algo para distribuir a alguém em necessidade”. (1 Tim. 5:8) Jesus e seus discípulos tinham uma reserva financeira para ajudar os pobres, mas o traidor Judas Iscariotes furtava parte desse dinheiro. (João 12:4-6) Ele com certeza não era dirigido por espírito santo. Nós que somos guiados pelo espírito de Deus ‘comportamo-nos honestamente em todas as coisas’. (Heb. 13:18) Assim evitamos contristar o espírito santo de Jeová. w10 15/5 4:10, 11

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Por quanto tempo podemos viver?

“MUITAS PESSOAS que vivem hoje terão a oportunidade de ter um período de vida grandemente prolongado. Atualmente, até imortalidade parece possível.” “Milhões Que Agora Vivem Talvez Jamais Morram.” Qual é a diferença entre estas duas declarações? A primeira é a declaração do Dr. Lawrence E. Lamb, colunista que escreve sobre assuntos médicos e que é professor, em seu livro Get Ready for Immortality (Apronte-se Para a Imortalidade), editado em 1975. A segunda é o título de um discurso público e livro subseqüente de J. F. Rutherford, o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA). Este discurso público foi proferido pela primeira vez em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 1918. As duas declarações aparentemente similares, contudo, diferem amplamente no raciocínio e na pesquisa que levou até elas. As palavras do Dr. Lamb são representativas dos muitos chamados imortalistas. Tais pessoas acham que os progressos na ciência médica, inclusive as pesquisas sobre o envelhecimento, logo solverão o mistério de por que envelhecemos, e, com o tempo, conquistarão a própria morte. Todavia, apesar das consecuções da ciência moderna em alongar a expectativa média de vida e em ajudar muitos a usufruir uma vida melhor, as predições de imortalidade continuam sendo exatamente isso — prognósticos otimistas. J. F. Rutherford, por outro lado, não estava fazendo previsões baseadas na ciência ou na medicina. Sua palestra baseava-se na Bíblia. Ele demonstrou, por meio de profecias bíblicas cumpridas, que o mundo da humanidade tinha entrado em seu “tempo do fim”. (Daniel 12:4) Apontou então a esperança, baseada na Bíblia, de que, assim como Noé e sua família sobreviveram ao fim do mundo em seus dias, milhões sobreviverão à destruição deste mundo e continuarão vivos num justo novo mundo, a fim de usufruírem a vida eterna numa Terra paradísica. — Mateus 24:37-39; Revelação 21:3, 4. Para muitos dos que estavam na assistência, o discurso de Rutherford era surpreendente. Ainda hoje, muitos consideram irrealístico e difícil de crer tal idéia sobre viver para sempre na Terra, sob o governo do Reino de Deus. (Salmo 37:10, 11, 29) Mas será realmente tão incrível assim o que a Bíblia diz sobre por que envelhecemos e morremos? O que, efetivamente, diz ela sobre o assunto? Feitos Para Viver, e não Para Morrer Logicamente, a Bíblia se inicia com o relato do começo da vida humana. No primeiro capítulo de Gênesis, lemos que, depois de ter criado o primeiro casal humano, “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.”’ — Gênesis 1:28. Para que o primeiro casal humano, Adão e Eva, cumprisse tal atribuição, eles necessariamente teriam de ter uma vida bem longa, e o mesmo se daria com a descendência deles. Mas por quanto tempo? Prosseguindo a leitura no livro bíblico de Gênesis, não encontramos menção alguma de que tenha sido prescrito um período específico de vida para Adão e Eva. Havia, porém, uma condição que eles teriam de satisfazer se haviam de continuar vivendo. Deus disse a Adão: “Quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” — Gênesis 2:17. Assim, a morte somente lhes sobreviria se desobedecessem à ordem de Deus. De outra forma, eles tinham a perspectiva de continuar a viver indefinidamente naquele Paraíso terrestre chamado Éden. É evidente que os humanos foram feitos para viver, e não para morrer. O relato de Gênesis prossegue narrando, contudo, que o primeiro casal humano preferiu ignorar a ordem claramente expressa de Deus, e, deste modo, pecaram. Seu proceder de desobediência trouxe a eles, e, subseqüentemente a seus descendentes, a condenação de morte. Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo explicou: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Romanos 5:12. A lei da hereditariedade é tal que Adão e Eva só podiam transmitir a seus descendentes o que eles mesmos possuíam. Segundo foram criados, tinham a capacidade de transmitir a vida perfeita e infindável às futuras gerações. Agora, porém, que sua própria vida tinha sido maculada pelo pecado e pela morte, não mais podiam legar aquela grandiosa herança. O pecado, a imperfeição e a morte tornaram-se o quinhão de toda a humanidade desde então, malgrado os esforços de se estender a duração da vida humana. Em certo sentido, isto pode ser assemelhado a um programa de computador em que existe uma falha, ou “bug”. A menos que se isole esse “bug”, e que ele seja corrigido, o programa não funcionará devidamente, e os resultados podem ser desastrosos. O homem não tem conseguido isolar, e muito menos corrigir, a falha inerente que resulta no mau funcionamento de nosso corpo humano, resultando no envelhecimento e na morte. Contudo, o Criador do homem, Jeová Deus, tem feito arranjos para corrigir isso. Qual é a solução dele? Deus forneceu a vida humana perfeita de seu Filho, Jesus Cristo, “o último Adão”, que assim substitui, com efeito, o Adão original como nosso pai e dador de vida. Por conseguinte, em vez de serem condenados a morrer como filhos do pecador Adão, os humanos obedientes podem ser reconhecidos como dignos de receber a vida eterna quais filhos do “Pai Eterno”, Jesus Cristo. O próprio Jesus explicou: “Esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que observa o Filho e exerce fé nele tenha vida eterna.” — 1 Coríntios 15:45; Isaías 9:6; João 3:16; 6:40. Jesus Cristo, na conclusão de seu ministério terrestre, em oração a seu Pai celeste, expressou o requisito básico para se alcançar esta grandiosa recompensa de vida, dizendo: “Isto significa vida eterna que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Todo o Sofrimento Acabará em breve

Em algum momento na vida, você provavelmente já se perguntou: “Por que há tanto sofrimento?” Há milhares de anos, o homem vem sofrendo muito devido a guerras, pobreza, calamidades, violência, injustiça, doenças e morte. Nunca houve tanto sofrimento como nos últimos cem anos. Será que um dia isso tudo vai acabar? Que consolo é saber que vai, sim, e muito em breve! A Palavra de Deus, a Bíblia, declara: “O iníquo não mais existirá . . . mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” Por quanto tempo? “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Salmo 37:10, 11, 29. Depois que Deus acabar com a maldade e o sofrimento, a Terra será transformada num paraíso. Então, as pessoas vão poder viver para sempre com saúde perfeita e plena felicidade. A Palavra de Deus prediz: “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Revelação [Apocalipse] 21:4. Nesse novo mundo, até os mortos viverão novamente e desfrutarão dessas bênçãos: “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” (Atos 24:15) É por isso que Jesus pôde dizer o seguinte a um criminoso arrependido que demonstrou ter fé nele: “Estarás comigo no Paraíso.” — Lucas 23:43. Por que surgiu o sofrimento? Por que Deus deixou que o sofrimento tivesse início, visto que seu propósito era que a humanidade tivesse um futuro maravilhoso? Por que ele permite que exista por tanto tempo? Deus criou Adão e Eva com corpo e mente perfeitos, e os colocou num jardim paradísico, onde receberam trabalho agradável para fazer. A Bíblia declara: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” (Gênesis 1:31) Se tivessem obedecido a Deus, Adão e Eva gerariam filhos perfeitos, e a Terra teria se tornado um paraíso global, onde as pessoas viveriam para sempre em paz e felicidade. Deus deu a Adão e Eva o maravilhoso dom do livre-arbítrio como parte da natureza humana, ou seja, eles não foram criados como robôs. No entanto, para continuarem vivendo felizes, precisavam usar o livre-arbítrio da maneira correta: obedecendo às leis de Deus. É conforme Deus diz: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar.” (Isaías 48:17) Usar mal o livre-arbítrio acabaria em desgraça, visto que o homem não foi feito para ter êxito na vida independente de Deus. A Bíblia diz: “Não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” — Jeremias 10:23. Infelizmente, nossos primeiros pais acharam que poderiam ser independentes de Deus e ainda assim ser bem-sucedidos. Mas, ao rejeitarem sua liderança, Deus não permitiu que eles continuassem perfeitos. Então, começaram a degenerar-se até que finalmente envelheceram e morreram. E nós, segundo as leis da genética, herdamos deles a imperfeição e a morte. — Romanos 5:12. A soberania é a questão principal Por que Deus não destruiu Adão e Eva e começou tudo de novo com outro casal humano? Porque a soberania universal de Deus, ou seja, seu direito de governar, foi ameaçada. A questão era: Quem tem o direito de governar, e que lei é a certa? E por extensão: Os homens poderiam sair-se melhor se não fossem governados por Deus? Por ele dar tempo para os humanos governarem a si mesmos com absoluta independência, ficaria definitivamente provado em que condições eles viveriam melhor: com a orientação divina ou sem ela. O tempo concedido tinha de ser o suficiente para os homens experimentarem todos os tipos de administração — política, social, econômica e religiosa —, todas elas sem a interferência de Deus. Qual é o resultado? Milhares de anos de História humana dão evidência de que o sofrimento reina com poder cada vez maior. No século passado, a humanidade vivenciou o pior sofrimento de todos. Milhões de pessoas foram mortas no Holocausto. Mais de 100 milhões morreram em guerras. O crime e a violência se alastraram. O consumo de drogas tomou proporções epidêmicas. Doenças sexualmente transmissíveis continuam se propagando. Milhares morrem todos os anos de fome e de doenças. A vida familiar e os valores morais se desintegraram em toda parte. Nenhum governo humano tem a solução para esses problemas, que dirá acabar com a velhice, a doença e a morte. A situação do homem é exatamente como a Bíblia havia predito para a época em que vivemos. A Palavra de Deus a chama de “últimos dias” desse mundo, quando haveria “tempos críticos, difíceis de manejar”. E assim como a Bíblia disse, ‘os homens iníquos e os impostores passariam de mal a pior, desencaminhando e sendo desencaminhados’. — 2 Timóteo 3:1-5, 13. O sofrimento acabará em breve Todas as evidências apontam para o fim da trágica experiência do homem de viver sem orientação divina. Ficou claro que nenhum governo humano conseguirá ser bem-sucedido independente de Deus. Apenas o governo de Deus pode trazer paz, felicidade, saúde perfeita e vida eterna. Portanto, o tempo para Jeová tolerar a maldade e o sofrimento logo vai acabar. Em breve, Deus intervirá na administração humana e destruirá esse mundo totalmente incapaz de atender às necessidades do homem. A profecia bíblica diz: “E nos dias daqueles reis [os governos humanos que existem agora] o Deus do céu estabelecerá um reino [no céu] que jamais será arruinado. . . . Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [governos atuais], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” (Daniel 2:44) A vindicação da soberania de Jeová, ou seu direito de governar, por meio de seu Reino celestial é o principal ensino da Bíblia. Predizendo um aspecto importante do sinal dos “últimos dias”, Jesus disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14. Quando o fim vier, quem sobreviverá? A Bíblia responde: “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra.” (Provérbios 2:21, 22) Os retos são os que aprendem e fazem a vontade de Jeová. Jesus Cristo disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) De fato, “o mundo está passando . . . , mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17. Salvo outra indicação, os textos bíblicos citados são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Como evitar uma tragédia mundial

AS NAÇÕES UNIDAS, COM TODA A RAZÃO, CHAMAM O PROBLEMA DE “TRAGÉDIA MUNDIAL”. EM TODO O GLOBO, A CADA MINUTO UMA MULHER MORRE DE COMPLICAÇÕES NA GRAVIDEZ OU DURANTE O PARTO. A maioria dessas mortes ocorre em países em desenvolvimento. Na Europa, apenas 1 mulher em cada 10.000 morre devido a problemas relacionados à gravidez e, nos Estados Unidos, 1 em cada 12.500. Mas a proporção sobe para 1 em 73 na América Latina, 1 em 54 na Ásia e para a taxa absurda de 1 em 21 na África. Visto que muitas dessas 600.000 mortes anuais decorrentes de problemas na gravidez poderiam ser evitadas com a ajuda de pessoal especializado no parto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estão agora dando ênfase ao treinamento de mulheres (e homens) como parteiras(os) profissionais. Em países em que há poucos médicos, parteiras formadas podem representar a diferença entre a vida e a morte. A Dra. France Donnay, do Unicef, e a conselheira da OMS, Anne Thompson, disseram recentemente na Rádio da ONU que conceder mais autoridade a parteiras formadas já está dando resultados. Comentaram que em vários países africanos, por exemplo, a mortalidade materna caiu drasticamente quando as parteiras receberam permissão de remover a placenta não expelida durante o parto. Tem-se tido êxito semelhante na Indonésia, onde um projeto que visa treinar duas parteiras para cada aldeia já formou 55.000 delas. “Em países desenvolvidos, também se recorre aos serviços das parteiras”, disse o programa radiofônico Perspective, da ONU. Na França, na Holanda, no Reino Unido e na Suécia, por exemplo, a tradição de recorrer a parteiras nunca foi abandonada, e nos Estados Unidos está voltando com força. Nesses países valoriza-se o serviço das parteiras, diz Anne Thompson, que é parteira formada, porque elas oferecem cuidados personalizados e contínuos. “O trabalho de parto, afinal de contas, pode durar até 24 horas e os médicos não têm todo esse tempo para gastar.” Mas ela acrescenta que um dos fatores que contribuem para um parto mais seguro é “a presença de alguém com empatia, conhecimento e entendimento, o que pode tranqüilizar a mulher”. Perspective comentou também que “todo ano ocorrem 60 milhões de nascimentos em que as mulheres são atendidas só por um membro da família, ou por um tradicional ajudante de parto não-profissional ou então não são atendidas por ninguém”. A ONU busca mudar isso. Para começar, a OMS enfocou o tema “Maternidade Segura” no Dia Mundial da Saúde de 1998. “Sabemos que não vamos conseguir isso nos próximos 2 ou 3 anos”, diz a Dra. Donnay, mas o objetivo é ter uma “assistente profissional para cada mulher que der à luz”.

Gostaria de agradar a Deus?

Você sente necessidade de espiritualidade na sua vida? Acha que falta algo num mundo em que apenas os valores materiais parecem valer alguma coisa? Gostaria de conhecer a Deus e ter uma estreita relação com ele? Talvez diga: ‘Sim, mas como vou conseguir isso? Não é complicado ler e entender a Bíblia?’ Algumas pessoas, talvez por viverem sob condições econômicas difíceis, têm pouca escolaridade e talvez tenham dificuldade em ler. Como podem ser ajudadas a conhecer a Deus e seus requisitos para a vida eterna? Em 1996, a Sociedade Torre de Vigia lançou uma publicação, agora disponível em 211 idiomas, chamada O Que Deus Requer de Nós?. É uma brochura de 32 páginas, colorida, composta de 16 seções que dão as respostas simples da Bíblia a perguntas tais como: Quem é Deus? Quem é Jesus Cristo? Qual é o propósito de Deus para com a Terra? Como você pode encontrar a religião verdadeira? A brochura considera também como podemos achegar-nos a Deus em oração e como ter uma vida familiar que agrada a Deus.

Será que Deus existe? — Alguns cientistas respondem

O PROFESSOR de Física Ulrich J. Becker, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, declarou ao comentar a existência de Deus: “Como posso existir sem ter tido um criador? Não sei de uma resposta convincente a esta pergunta.” Contradiz isso os conceitos científicos dele? O professor respondeu: “Se você descobriu como gira uma das engrenagens no ‘relógio’ — você pode especular sobre como as demais giram, mas você não tem como chamar isso de científico e é melhor deixar de lado a pergunta sobre quem deu corda ao relógio.” Contrário à opinião de alguns, muitos respeitados homens da ciência não descartam a idéia de que existe um Deus — um Grande Cérebro por trás da criação do Universo e do homem. Considere mais dois exemplos disso. Quando se pediu ao professor de Matemática John E. Fornaess, da Universidade de Princeton, a sua opinião sobre a existência de Deus, ele disse: “Creio que existe um Deus e que ele dá estrutura ao Universo em todos os níveis, desde as partículas elementares até os seres vivos e os superaglomerados de galáxias.” O professor de Física Henry Margenau, da Universidade de Yale, disse que estava convencido de que as leis da natureza foram criadas por Deus, acrescentando: “Deus criou o Universo do nada, num ato que trouxe também à existência o tempo.” Daí ele observou que no livro The Mystery of Life’s Origin (O Mistério da Origem da Vida), três cientistas explicam que a existência de um Criador é uma explicação plausível para a origem da vida. Apoiando esse conceito, o astrônomo Fred Hoyle declarou que crer que a primeira célula surgiu por acaso é como crer que um tornado, que fustigasse um depósito de sucata cheio de peças de avião Boeing 747 desmontadas e espalhadas, poderia produzir um 747. A essas respostas pode-se acrescentar as palavras do escritor bíblico Paulo: “[As] qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas [da] criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade.” — Romanos 1:20. Sim, Deus existe! Mas quais são as Suas razões para tolerar a atual condição lamentável do mundo? Qual é o Seu propósito com relação à Terra? Pode-se saber exatamente quem é o Deus verdadeiro?

Outros grandes terremotos estão por vir

DESDE a invenção de instrumentos que medem a intensidade de terremotos, os cientistas têm registrado centenas de tremores de grandes proporções. Os que ocorrem bem longe da população humana não causam muita preocupação e recebem pouca ou nenhuma cobertura da mídia. Por outro lado, os estragos podem ser enormes quando um terremoto atinge grandes centros urbanos. Assim, a perda de vidas e propriedades é proporcional ao tamanho da população e ao quanto a cidade está preparada para enfrentar um desastre natural. Em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi atingido por um dos piores terremotos da história em termos de fatalidades e perda de propriedades. Mas não foi o primeiro nem o único grande terremoto deste ano. As informações a seguir descrevem alguns terremotos que ocorreram durante os primeiros meses de 2010 que tiveram a mesma ou maior intensidade que aquele que devastou a capital do Haiti. 3 de janeiro: magnitude 7,1 Ilhas Salomão Esse grande terremoto — inicialmente classificado de magnitude superior a 7,1 — causou um tsunami “de 2 a 3 metros de altura”. Loti Yates, da administração de desastres, explicou que “a inundação total de um povoado” foi vista de um avião. Segundo Yates, 16 casas foram destruídas e outras dezenas danificadas no povoado de Bainara, na ilha de Rendova. Esse terremoto foi precedido por um tremor de magnitude 6,6. Muitas pessoas ficaram assustadas com esse terremoto mais fraco e fugiram para as montanhas. Isso as protegeu quando o litoral foi atingido pelo tsunami causado pelo terremoto maior duas horas depois. 26 de fevereiro: magnitude 7,0 Ilhas Ryukyu, Japão Esse terremoto ocorreu às 5h31, hora local, e seu epicentro foi a 80 quilômetros da cidade de Naha, Okinawa, uma das ilhas Ryukyu, no Japão. Alertas de tsunami foram dados, mas depois cancelados. Uma mulher que vivia em Okinawa por mais de 90 anos disse que aquele foi o terremoto mais forte que ela havia visto. 27 de fevereiro: magnitude 8,8 Chile Esse terremoto foi o quinto mais forte desde 1900. O de maior intensidade já registrado também foi no Chile, em 1960 — com magnitude 9,4. Esse terremoto, além do de 7,7 que devastou a capital chilena em 1985, fez com que o governo chileno impusesse leis rígidas de construção. Por isso, os prédios em Santiago e em outras cidades afetadas pelo terremoto deste ano não foram derrubados. Mas milhares de pessoas ficaram feridas e perderam propriedades e outros bens. Acredita-se que cerca de 500 morreram e quase metade dessas mortes foi causada por um tsunami que atingiu a costa do país. 4 de abril: magnitude 7,2 Baixa Califórnia, México O epicentro desse terremoto foi a 18 quilômetros de Guadalupe Victoria, México, e a 47 quilômetros de Mexicali. A região é afastada e tem poucos habitantes. Mas o forte tremor foi sentido em muitas cidades no México e no sul dos Estados Unidos. 9 de maio: magnitude 7,2 Sumatra, Indonésia Esse maremoto ocorreu ao meio-dia, a 217 quilômetros de Banda Aceh, cidade no extremo norte da Indonésia. Muitas pessoas saíram às pressas de suas casas e por algum tempo tiveram medo de voltar. Mas não foi registrada nenhuma fatalidade. Outros estão por vir Com base no longo histórico de grandes terremotos que abalaram a Terra, é razoável concluir que haverá outros nos anos por vir. O Centro de Pesquisa Geológica dos EUA diz sem rodeios: “Grandes terremotos continuarão a ocorrer, assim como no passado.” Um editorial de certo jornal comentou: “Os recentes terremotos . . . estão todos além de qualquer solução humana e apenas nos lembram das nossas limitações. Isso não quer dizer que devemos ficar parados quando podemos fazer algo . . . , mas que devemos continuar esperando grandes desastres naturais que estão muito além de nosso controle.” Pessoas que levam a sério o estudo da Bíblia logo pensam nas profecias bíblicas que mencionam especificamente terremotos como parte do sinal composto dos últimos dias deste sistema.

Como controlar o estresse

A Bíblia fala de “tempos perigosos de muito estresse e problemas”. Você provavelmente concorda que estamos vivendo num tempo assim. — 2 Timóteo 3:1, The Amplified Bible. NÃO há dúvida de que é mais fácil apagar uma fogueira do que um grande incêndio. De modo similar, é mais fácil controlar pequenas doses de estresse do que muito estresse acumulado ao longo do tempo. Certa médica diz que “é vital que o controle do estresse tenha prioridade em nossa rotina atarefada”. Fazer um esforço diário para controlar o estresse traz dois benefícios. Primeiro, ajuda a diminuir as situações estressantes que podem ser evitadas. Segundo, ajuda a controlar nossa reação às situações estressantes que não podem ser evitadas. Será que a Bíblia pode ser de ajuda nesse sentido? A importância das verdades bíblicas Quando aprendemos as verdades da Bíblia, passamos a conhecer os pensamentos reanimadores e sustentadores de nosso Criador. A Palavra de Deus é uma fonte de conselhos valiosos. De fato, contém inúmeras verdades espirituais que trazem alívio. Elas podem nos ajudar a não ‘ficar assustados nem aterrorizados’ e a controlar o estresse do dia a dia. — Josué 1:7-9. A Bíblia nos ajuda a diminuir o estresse de forma especial por nos garantir que nosso Pai celestial, Jeová, “é mui terno em afeição e é misericordioso”. (Tiago 5:11) Patrícia, que foi professora numa universidade na Califórnia, conta: “O que mais me tem ajudado é pensar na vontade de Deus e nas coisas maravilhosas que ele está fazendo.” Pense em como as ações e as palavras gentis de Jesus Cristo lá no passado aliviaram seus ouvintes que se sentiam oprimidos e estressados. Ele fez o convite: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei [em sentido espiritual].” — Mateus 11:28-30. De fato, Jesus não era insensível. Ele mostrava consideração pelas necessidades emocionais e físicas de seus discípulos, até mesmo tomando providências para que eles descansassem de sua rotina atarefada de pregação. (Marcos 6:30-32) Podemos ter certeza de que Jesus, agora Rei no céu, entende o que sentimos quando passamos por situações muito estressantes. Ele é misericordioso e nos dá “ajuda no tempo certo”. — Hebreus 2:17, 18; 4:16. O papel da boa comunicação A boa comunicação é uma das melhores armas para controlar o estresse. A Bíblia ensina: “Há frustração de planos quando não há palestra confidencial, mas na multidão de conselheiros há consecução.” (Provérbios 15:22) Assim, muitas pessoas descobrem que conversar com o cônjuge, um amigo ou um colega ajuda muito a reduzir o estresse. Uma forma muito importante, útil e acessível de “palestra confidencial” é orar a Deus. A oração regular pode ajudar você a não ficar ‘ansioso de coisa alguma’. Muitas pessoas descobriram que fazer orações ajuda a sentir “a paz de Deus, que excede todo pensamento”. Conforme a Bíblia promete, o ‘coração e as faculdades mentais’ delas foram protegidos. — Filipenses 4:6, 7; Provérbios 14:30. Um obra de referência diz que “as pessoas que contam com o apoio de amigos costumam lidar melhor com o estresse e têm mais saúde mental do que as que tentam fazer tudo sozinhas”. Os que adoram ao Deus verdadeiro, Jeová, têm o melhor grupo de amigos para ajudá-los. Obedecendo a uma ordem bíblica, eles se reúnem com regularidade e ‘se encorajam uns aos outros’. (Hebreus 10:24, 25) Um homem que assiste a essas reuniões diz: “Às vezes, trabalho até tarde e sofro muita pressão. Mas, quando vou à reunião, o estresse desaparece e me sinto revigorado antes mesmo da oração final.” Não podemos deixar de mencionar a importância do senso de humor ao lidar com o estresse. Eclesiastes 3:4 diz que há “tempo para chorar e tempo para rir”. Dar risada é estimulante e saudável, visto que, segundo um médico, “faz o corpo produzir endorfina e inibe a produção de adrenalina”. Uma mulher comentou: “Meu marido diz ou faz alguma coisa engraçada nas situações mais estressantes, e isso realmente ajuda.” Qualidades que reduzem o estresse A Bíblia nos incentiva a desenvolver qualidades que reduzem o estresse. Elas incluem “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura [e] autodomínio”, que são chamadas de ‘fruto do espírito [de Deus]’. Além disso, a Bíblia nos aconselha a evitar ‘amargura maldosa, ira, furor, brado e linguagem ultrajante’. Daí, ela diz: “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros.” — Gálatas 5:22, 23; Efésios 4:31, 32. Veja o que um médico disse sobre o valor desses ensinamentos bíblicos, em especial no mundo de hoje: “Tratar as pessoas com respeito é uma excelente maneira de aliviar o estresse.” A Bíblia também nos ajuda a cultivar a modéstia, isto é, ter um conceito equilibrado de nossas habilidades. — Miqueias 6:8. Deus espera que reconheçamos com humildade que temos limitações físicas, mentais e emocionais e que não podemos fazer tudo que gostaríamos. Por mais difícil que seja, talvez precisemos aprender como e quando dizer “não” a exigências que estão além de nosso alcance. É verdade que colocar em prática todos os conselhos bíblicos mencionados até agora não é garantia de uma vida totalmente livre de estresse. Na realidade, os que adoram a Deus são o alvo principal de Satanás, o Diabo, que se esforça em provar que ninguém permanecerá na adoração verdadeira sob forte estresse. (Revelação [Apocalipse] 12:17) Mas, como vimos, Deus provê na hora certa muitos meios para nos ajudar a reduzir o estresse e a lidar com ele.

Sexta-feira, 10 de fevereiro

As bênçãos são para a cabeça do justo. — Pro. 10:6. Pouco antes de Israel entrar na Terra Prometida, Jeová indicou que essa nação seria notavelmente próspera e protegida se obedecesse à sua voz. (Deut. 28:1, 2) As bênçãos de Jeová com toda a certeza ‘viriam’ sobre os obedientes. Com que atitude os israelitas deviam obedecer? A Lei de Deus dizia que Jeová se desagradaria se seu povo não o servisse “com alegria e contentamento do coração”. (Deut. 28:45-47) Jeová merece mais do que uma obediência mecânica a ordens específicas, algo que pode ser prestado até mesmo por animais ou demônios. (Mar. 1:27; Tia. 3:3) A obediência genuína a Deus é uma expressão de amor. É marcada pela alegria baseada na certeza de que os mandamentos de Jeová não são pesados e de que ele “se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”. — Heb. 11:6; 1 João 5:3. w10 15/9 1:3, 4

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os Jovens Perguntam . . . Por que amigos nos decepcionam?

“Eu tinha várias amigas . . . Aí, elas fizeram amizade com uma outra menina. Quando eu chegava perto, paravam de conversar. . . . Começaram a me excluir de tudo. Aquilo me deixou muito triste.” — Karen. ISSO pode acontecer com os melhores amigos. Um dia os dois não se desgrudam, no outro, nem se falam. “Amigo é aquele em quem você pode confiar, com quem você sempre pode contar, não importa o que aconteça”, diz Ana Cláudia, de 17 anos. Às vezes, porém, seu melhor amigo pode passar a agir como o pior inimigo. Coisas que podem destruir uma amizade O que pode estragar uma bela amizade? Para Samira, o problema começou quando sua amiga Aline lhe pediu emprestada uma de suas blusas favoritas. “Quando ela devolveu a blusa”, diz Samira, “estava suja e tinha um pequeno rasgo na manga. Ela nem mencionou isso, como se eu não fosse notar”. Como Samira se sentiu com a falta de consideração de Aline? “Fiquei louca de raiva”, diz ela. “Senti que ela não tinha nenhuma consideração pelas minhas coisas . . . nem pelos meus sentimentos.” A pessoa também pode ficar magoada quando um amigo faz ou diz algo que a humilha. Isso aconteceu com Cíntia, quando ela disse a um grupo de colegas que ainda não tinha terminado de ler um livro sobre o qual tinha de fazer um trabalho escolar. De repente sua amiga Karina começou a criticá-la. “Ela me envergonhou na frente de vários colegas”, lembra-se Cíntia. “Fiquei muito chateada com ela. Depois disso, as coisas não foram mais como antes.” Às vezes duas pessoas se distanciam quando uma delas procura uma nova turma. “Eu tinha uma amiga que se enturmou com um grupinho”, diz Bianca, de 13 anos. “Aí ela não ligou mais para mim.” Ou pode acontecer que alguém só quer sua amizade por interesse. “Eu e o Roberto éramos amigos”, diz Jorge. “Eu achava que ele gostava de mim como amigo, mas descobri que do que ele gostava mesmo era das entradas gratuitas para jogos e concertos que meu pai, que trabalha com propaganda, sempre arrumava.” Como Jorge se sente agora? “Nunca mais confiei nele!”, diz. Às vezes um amigo revela a outros algo que você gostaria que não fosse passado adiante. Tatiana, por exemplo, comentou com sua amiga Sabrina um problema pessoal de uma colega de trabalho. No dia seguinte Sabrina mencionou o assunto bem na frente da referida colega de trabalho. “Nunca imaginei que ela fosse tão indiscreta!”, diz Tatiana. “Fiquei louca da vida.” Raquel, de 16 anos, passou por uma experiência semelhante quando uma amiga falou para todo mundo uma coisa que as duas haviam conversado em particular. “Fiquei envergonhada e me senti traída”, diz Raquel. “Pensei: ‘Como é que vou confiar nela de novo?’” Uma amizade pode dar apoio emocional, especialmente quando há respeito e confiança mútua. Mas é bom lembrar que mesmo as grandes amizades podem ser abaladas. A Bíblia diz francamente: “Há companheiros dispostos a se fazerem mutuamente em pedaços.” (Provérbios 18:24) Não importa o motivo, ser traído por um amigo pode doer muito. Por que isso acontece? Por que amizades estremecem Nenhum relacionamento humano — entre jovens ou entre adultos — está imune a problemas. Afinal, é como o discípulo cristão Tiago escreveu: “Todos nós tropeçamos muitas vezes. Se alguém não tropeçar em palavra, este é homem perfeito, capaz de refrear também todo o seu corpo.” (Tiago 3:2; 1 João 1:8) Visto que todos nós erramos, podemos esperar que mais cedo ou mais tarde um amigo fará ou dirá algo que nos magoe. É possível que lembremos que nós também já magoamos um amigo. (Eclesiastes 7:22) “Todos nós somos imperfeitos e vez por outra ofendemos alguém”, diz Lisa, de 20 anos. Além da imperfeição humana, há outros fatores que podem estar envolvidos. Lembre-se, à medida que você se desenvolve e amadurece, seus interesses — e os de seus amigos — tendem a mudar. Assim, duas pessoas que antes tinham muitas coisas em comum podem sentir que, com o tempo, a amizade esfria. Uma adolescente lamentou a respeito da sua melhor amiga: “A gente pouco se comunica por telefone e, quando conversamos, quase não temos mais nada em comum.” Uma amizade se esfriar é uma coisa. Mas por que algumas pessoas magoam os amigos? Muitas vezes a raiz do problema está no ciúme. Por exemplo, um amigo pode ressentir-se de seus talentos ou realizações. (Note Gênesis 37:4; 1 Samuel 18:7-9.) Como diz a Bíblia, “o ciúme é podridão para os ossos”. (Provérbios 14:30) Gera inveja e rivalidade. Não importa o motivo, o que você pode fazer quando um amigo o magoa? Resolva o assunto com a pessoa “Primeiro”, diz Raquel, “eu observava a pessoa e procurava ver se o que ela fez era de propósito”. Se você se sentir ofendido por algo que alguém disse ou fez, não reaja por impulso. Mantenha a calma e analise bem o assunto. (Provérbios 14:29) Pergunte-se: será que reagir impulsivamente vai mesmo melhorar a situação? Pensando bem, talvez ache melhor seguir o conselho do Salmo 4:4: “Ficai agitados, mas não pequeis. Falai no vosso coração, na vossa cama, e ficai quietos.” E poderá achar por bem deixar que ‘o amor cubra uma multidão de pecados’. — 1 Pedro 4:8. Mas e se você simplesmente não consegue esquecer o assunto? Então talvez seja melhor falar com a pessoa. “É melhor conversar com a pessoa em particular e resolver o assunto”, diz Filipe, de 13 anos. “Senão, vai guardar ressentimento.” Susi, de 16 anos, é da mesma opinião. “A melhor coisa a fazer”, diz, “é dizer à pessoa que você confiava nela e que não esperava isso dela”. Jaqueline também prefere resolver a situação em particular. “Eu tenho uma conversa franca com a pessoa”, diz. “Geralmente a pessoa se abre e você pode resolver as coisas na hora.” Naturalmente, deve ter cuidado para não ir falar com a pessoa quando você está com raiva. A Bíblia diz: “O homem enfurecido suscita contenda, mas aquele que é vagaroso em irar-se sossega a altercação.” (Provérbios 15:18) Acalme-se antes de tentar resolver a situação. “No começo você fica louca de raiva”, admite Lisa, “mas é bom esperar até se acalmar. Espere a raiva passar. Só então vá falar com a pessoa, e resolva o assunto de modo pacífico.” O segredo é ser “pacífico”. Lembre-se de que o seu objetivo não é tirar satisfação. É resolver o assunto de forma amigável e, se possível, restabelecer a amizade. (Salmo 34:14) Assim, fale do coração. “Você pode dizer algo como: ‘Nós somos amigas, mas eu preciso saber o que aconteceu’”, sugere Lisa. “Você precisa saber por que a pessoa agiu de determinada maneira. Sabendo isso, em geral não é tão difícil lidar com a situação.” Com certeza seria errado tentar se vingar, talvez falando mal da pessoa e tentando fazer com que outros tomem o seu lado. O apóstolo cristão Paulo escreveu aos romanos: “Não retribuais a ninguém mal por mal.” (Romanos 12:17) Realmente, não importa quanto você tenha ficado magoado, retaliar só vai piorar as coisas. “Não vale a pena vingar-se”, diz Ana Cláudia, “porque daí a amizade acaba mesmo”. Por outro lado, fazer o seu melhor para restabelecer a amizade “faz com que você se sinta uma pessoa melhor”. Mas e se a pessoa não corresponder aos seus esforços de reconciliação? Nesse caso, lembre-se de que existem diferentes graus de amizade. “Nem todos os amigos são amigos achegados”, diz a conselheira familiar Judith McCleese. “Aprenda a aceitar o fato de que existem diferentes níveis de relacionamento.” Mas pode ter o consolo de ter feito a sua parte para fazer as pazes. O apóstolo Paulo escreveu: “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.” — Romanos 12:18 Até mesmo as melhores amizades passam por momentos difíceis. Se você conseguir passar por eles sem deixar que destruam seu conceito sobre outros ou sua auto-estima, então você está se desenvolvendo rumo à maturidade. Embora haja os que estão “dispostos a se fazerem mutuamente em pedaços”, a Bíblia também assegura que “há um amigo que se apega mais do que um irmão”. — Provérbios 18:24. [Nota(s) de rodapé]

Os Jovens Perguntam . . . Como evitar os perigos da Internet?

IMAGINE-SE na maior biblioteca do mundo — cercado de livros, jornais, catálogos, fotos e gravações de todo tipo, sobre praticamente qualquer assunto. Todas as últimas informações e grande parte da literatura dos séculos passados estão à sua disposição. Bem, a Internet pode tornar isso possível. Basta sentar-se diante do computador para trocar informações com outros computadores e usuários em qualquer lugar do mundo. E há também a facilidade de vender produtos, fazer compras e transações bancárias, conversar, ouvir os últimos lançamentos musicais — tudo isso na privacidade de sua própria casa. Assim, não é de admirar que alguns peritos afirmem que, ao findar o ano, mais de 320 milhões de pessoas estarão conectadas na rede mundial. De forma que o uso da Internet está se popularizando em muitas partes do mundo. Com as escolas e as bibliotecas promovendo agressivamente o seu uso, milhões de jovens têm acesso a ela. Nos Estados Unidos, quase 65% dos jovens entre 12 e 19 anos já usaram ou assinaram serviços on-line. Usada da maneira correta, a Internet pode ser uma fonte de informações úteis sobre o tempo, viagens e outros assuntos. Você pode também acessá-la para adquirir livros, peças de carro, e assim por diante. Muitos a usam para fazer trabalhos escolares. Embora a Internet possa ser útil, ela pode ser comparada a uma biblioteca sem bibliotecários e observadores. A pessoa pode navegar à vontade nessa biblioteca virtual sem ter a sensação de estar sendo observado. Mas este é um dos maiores perigos da Internet. Por quê? Acontece que inúmeros sites contêm matéria moralmente corrupta e espiritualmente destrutiva. Assim, a Internet pode expor os jovens cristãos a tentações. Afinal de contas, os humanos são curiosos por natureza — trata-se de uma tendência que Satanás, o Diabo, vem explorando há muito tempo. Não há dúvida de que ele explorou a curiosidade de Eva e a ‘seduziu com a sua astúcia’. — 2 Coríntios 11:3. De forma similar, um jovem cristão poderá ser facilmente seduzido por matérias impróprias se não tiver a determinação de proteger a sua espiritualidade. Um artigo na revista Better Homes and Gardens explicou: “A Internet é uma fronteira fascinante, onde pioneiros brilhantes garimpam as últimas informações. Mas no ciberespaço também rondam pedófilos, trapaceiros, fanáticos e outros tipos indesejáveis.” Um jovem chamado Javier diz: “Alguns sites são chocantes. E podem aparecer sem mais nem menos.” E acrescenta: “Eles tentam enlaçar você. Querem seduzi-lo — para tirar o seu dinheiro.” Um jovem cristão chamado João admite: “Uma vez que você começa a ver matéria imprópria, é difícil parar — é uma coisa que vicia mesmo.” Alguns jovens cristãos freqüentaram sites impróprios e isso os levou a problemas mais sérios. Alguns até mesmo prejudicaram sua relação com Jeová. Como evitar que isso aconteça? ‘Ver o que é imprestável’ Às vezes o próprio endereço do site indica que ele contém matéria objetável. Provérbios 22:3 alerta: “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se, mas os inexperientes passaram adiante e terão de sofrer a penalidade.” Mas o problema é que a pessoa geralmente se depara com um site objetável por mero acaso. A home page pode conter imagens de impacto, cuidadosamente projetadas para fazer com que você explore o site — e que volte a ele repetidas vezes! Kevin diz o que ocorreu com um de seus amigos: “Ele tinha tempo de sobra e era curioso. Logo se acostumou a ver pornografia.” Felizmente, esse jovem cristão procurou um ancião e foi ajudado. Você já decidiu o que fazer caso se depare com um site desse tipo? Não deve haver dúvidas sobre o que o cristão deve fazer: sair do site imediatamente — ou mesmo fechar o navegador. Seja como o salmista, que orou: “Faze meus olhos passar adiante de ver o que é fútil.” (Salmo 119:37; note Jó 31:1.) Lembre-se de que mesmo que nenhum outro humano esteja nos observando, não estamos sozinhos. A Bíblia nos lembra de que todas as coisas estão “abertamente expostas aos olhos daquele com quem temos uma prestação de contas”. — Hebreus 4:13. Falar sobre o assunto com seus pais ou com outros cristãos maduros pode fortalecer sua determinação de não voltar a sites impróprios. Afinal, se você pisasse em areia movediça, esperaria ficar atolado até o pescoço para pedir ajuda? Que dizer da associação on-line? As salas de bate-papo permitem que usuários do mundo todo se comuniquem instantaneamente. O comércio faz uso deles para realizar conferências on-line e para fornecer serviços ao consumidor. Há salas de bate-papo que permitem que os usuários compartilhem informações sobre assuntos técnicos, como conserto de carro ou programação de computador. Elas também podem ser estabelecidas para comunicar-se privativamente com amigos e com familiares sem incorrer na despesa dos telefonemas interurbanos. Embora haja muitos usos legítimos para as salas de bate-papo, será que existem alguns perigos? É preciso muita cautela quando se trata de bate-papos onde todos participam, pois há certos perigos. A escritora Leah Rozen observou: “Os adolescentes infomaníacos passam horas conversando on-line com estranhos anônimos de todo o país ou mesmo do mundo inteiro. Lamentavelmente, alguns desses estranhos com quem os adolescentes podem estar conversando são adultos pervertidos, interessados em marcar encontros sexuais com crianças e adolescentes.” Um artigo na revista Popular Mechanics alertou que “é preciso ser extremamente cauteloso” ao participar de bate-papos onde todos têm acesso. Fornecer o seu nome ou endereço a estranhos pode ser um convite para graves problemas! Por que se sujeitar a tal perigo? Um perigo mais sutil, porém, é envolver-se com estranhos que não respeitam os princípios bíblicos. Segundo os pesquisadores, grande parte da conversa entre os jovens nos bate-papos se concentra em assuntos sobre sexo. Portanto, o conselho da Bíblia em 1 Coríntios 15:33 é apropriado: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” As más companhias via computador são perigosas. Será que um jovem que teme a Deus deve expor-se a tais riscos? Como se proteger Diante dos perigos apresentados pela Internet, convém ser cauteloso. Por exemplo, há famílias que instalam o computador numa área da casa em que há bastante movimento, como a sala de estar. Talvez também determinem que a Internet só pode ser usada quando outros estão em casa. Se seus pais estabelecerem tais restrições, coopere. (Provérbios 1:8) Diretrizes claras são uma evidência da preocupação amorosa deles. Se você precisar da Internet para fazer trabalhos escolares, por que não controlar o tempo gasto diante do monitor? Procure estabelecer de antemão quanto tempo vai gastar, usando um despertador para avisá-lo quando o tempo estiver esgotado. Tom sugere: “Planeje com antecedência, saiba exatamente o que procurar e apegue-se a isso — não importa quão interessantes outras coisas possam parecer.” Também é preciso ter cautela quanto ao uso do e-mail. Os jovens cristãos devem cuidar de não ficar envolvidos demais em ler vastas quantidades de mensagens eletrônicas, especialmente quando grande parte das informações são frívolas ou infundadas. O uso excessivo do e-mail pode roubar tempo valioso que poderia ser empregado em lições de casa e em atividades espirituais. O Rei Salomão disse: “De se fazer muitos livros não há fim, e muita devoção a eles é fadiga para a carne.” (Eclesiastes 12:12) Estas palavras podem muito bem aplicar-se à Internet. Não fique tão envolvido em procurar fatos e dados a ponto de negligenciar o estudo pessoal da Bíblia e a participação no ministério cristão. (Mateus 24:14; João 17:3; Efésios 5:15, 16) Lembre-se também de que, embora a comunicação por computador tenha o seu lugar, nada substitui o contato face a face com os nossos irmãos cristãos. Assim, se você realmente precisa usar a Internet, tome a firme decisão de fazer isto com prudência. Evite sites perigosos, e não gaste muito tempo conectado à Internet. ‘Resguarde o seu coração’ e nunca se torne um escravo da Internet. — Provérbios 4:23. [Nota(s) de rodapé] Veja a série “Internet — Convém a você?” na Despertai! de 22 de julho de 1997. Alguns nomes foram mudados. O endereço é a série de caracteres usados para acessar o site. Às vezes, ele contém palavras que indicam o objetivo do site. A home page é a página de apresentação que fica na Internet. Explica o que há no site, quem o criou e assim por diante. Tais perigos podem existir em bate-papos criados por cristãos bem-intencionados para considerar assuntos espirituais. Pessoas desonestas e apóstatas às vezes participam de tais considerações e insidiosamente tentam persuadir outros a aceitar suas idéias antibíblicas. [Destaque na página 20] “Alguns sites são chocantes. E podem aparecer sem mais nem menos” [Foto na página 21] Algumas famílias instalam o computador num lugar de livre acesso

Transfusões de sangue: uma longa história de controvérsias

“Se os glóbulos vermelhos fossem um novo remédio, hoje seria muito difícil conseguir autorização para usá-los.” — Dr. Jeffrey McCullough. NO INVERNO de 1667, um louco violento chamado Antoine Mauroy foi levado a Jean-Baptiste Denis, famoso médico do Rei Luís XIV, da França. Denis achava que a “cura” ideal para a demência de Mauroy seria uma transfusão de sangue de bezerro que teria um efeito calmante sobre o paciente. Mas isso não deu certo para Mauroy. É verdade que, após uma segunda transfusão, seu estado melhorou. Mas logo o francês foi novamente dominado pela loucura e, pouco depois, estava morto. Embora mais tarde tenha-se descoberto que Mauroy na verdade morreu devido a envenenamento por arsênico, as experiências de Denis com sangue animal causaram uma tremenda controvérsia na França. Finalmente, em 1670, a técnica foi proibida. Com o tempo, o Parlamento inglês e até o papa proibiram as transfusões de sangue. Elas caíram no esquecimento pelos próximos 150 anos. Perigos iniciais No século 19, os médicos voltaram a fazer experimentos com transfusões de sangue. O principal responsável por isso foi um obstetra inglês chamado James Blundell. Com técnicas melhores, instrumentos mais modernos e sua insistência em só usar sangue humano, Blundell fez com que as transfusões de sangue recebessem atenção de novo. Mas em 1873, F. Gesellius, um médico polonês, publicou uma descoberta assustadora que causou um retrocesso no uso de transfusões: mais da metade das transfusões realizadas acabavam em morte. Quando souberam disso, médicos destacados passaram a condenar o procedimento. Novamente, a popularidade das transfusões diminuiu. Daí, em 1878, o médico francês Georges Hayem aperfeiçoou uma solução salina que, segundo afirmava, poderia servir como substituto do sangue. Diferentemente deste, a solução salina não tinha efeitos colaterais, não coagulava e era fácil de transportar. Compreensivelmente, a solução salina de Hayem passou a ser amplamente usada. Mas logo aconteceu algo estranho: muitos voltaram a defender o uso do sangue. Por quê? Em 1900, o patologista austríaco Karl Landsteiner descobriu a existência dos tipos sanguíneos que nem sempre são compatíveis entre si. Não é de admirar que tantas transfusões no passado tenham acabado em tragédia. Agora seria possível mudar isso: bastaria verificar se o tipo sanguíneo do doador era compatível com o do receptor. Com essa descoberta, os médicos voltaram a confiar nas transfusões, bem em tempo para usá-las durante a Primeira Guerra Mundial. As transfusões de sangue e a guerra Durante a Primeira Guerra Mundial aplicaram-se muitas transfusões de sangue em soldados feridos. Naturalmente, o sangue coagula rápido e antes era quase impossível transportá-lo para o campo de batalha. Mas no início do século 20, o Dr. Richard Lewisohn, do Hospital Monte Sinai em Nova York, fez experiências bem-sucedidas com um anticoagulante chamado citrato de sódio. Para alguns médicos, esse avanço empolgante foi um verdadeiro milagre. “Foi quase como se alguém tivesse feito o sol ficar parado”, escreveu o Dr. Bertram M. Bernheim, um médico famoso na sua época. Durante a Segunda Guerra Mundial, aumentou o uso do sangue. Em toda parte, encontravam-se pôsteres com mensagens como: “Doe sangue agora”, “Seu sangue poderá salvá-lo” e “Ele deu o próprio sangue. E você, dará o seu?” As campanhas de doação de sangue surtiram efeito. Durante a Segunda Guerra Mundial, foram doadas cerca de 13.000.000 de unidades nos Estados Unidos. Calcula-se que, em Londres, mais de 260.000 litros foram coletados e distribuídos. Naturalmente, as transfusões de sangue traziam vários riscos à saúde, como logo ficou evidente. Doenças transmitidas pelo sangue Depois da Segunda Guerra Mundial, grandes avanços na medicina tornaram possíveis cirurgias que antes eram inimagináveis. Em conseqüência disso, surgiu uma indústria global multibilionária de fornecimento de sangue para transfusões, que os médicos passaram a considerar procedimento padrão em operações. Logo, porém, surgiram preocupações com doenças relacionadas às transfusões. Durante a Guerra da Coréia, por exemplo, quase 22% dos que receberam transfusões de plasma contraíram hepatite, quase o triplo do índice da Segunda Guerra Mundial. Por volta dos anos 70, os Centros de Controle de Doenças, dos EUA, calcularam que anualmente ocorriam 3.500 mortes por hepatite relacionada a transfusões. Outros falavam em cifras 10 vezes maiores. Graças a exames melhores e à seleção mais cuidadosa de doadores, os casos de contaminação por hepatite B diminuíram. Mas uma forma nova e às vezes fatal do vírus (hepatite C) passou então a fazer muitas vítimas. Calcula-se que quatro milhões de norte-americanos contraíram o vírus, várias centenas de milhares desses através de transfusões de sangue. É verdade que exames rigorosos com o tempo reduziram a incidência de hepatite C. Mas muitos temem o surgimento de novos perigos que só serão percebidos quando for tarde demais. Outro escândalo: sangue contaminado por HIV Nos anos 80, descobriu-se que o sangue pode ser contaminado pelo HIV, o vírus da Aids. De início, os donos de bancos de sangue não queriam aceitar a possibilidade de que seus estoques estivessem contaminados. Muitos deles a princípio reagiram com cepticismo aos perigos do HIV. Segundo o Dr. Bruce Evatt, “foi como se alguém tivesse chegado do deserto dizendo: ‘Vi um extraterrestre.’ Eles ouviam, mas simplesmente não acreditavam”. Contudo, em vários países, houve escândalos envolvendo sangue contaminado por HIV. Calcula-se que na França de 6.000 a 8.000 pessoas que receberam transfusões entre 1982 e 1985 foram infectadas com o vírus. As transfusões de sangue são consideradas responsáveis por 10% das infecções por HIV na África e por 40% dos casos de Aids no Paquistão. Devido a exames melhores, hoje a transmissão de HIV pelo sangue é rara em países desenvolvidos. Mas ainda é um problema em países em desenvolvimento nos quais não existem exames para detectar Aids. Não é de admirar que, em anos recentes, tenha aumentado bastante o interesse em tratamentos médicos e cirurgia sem sangue. Mas será que essa alternativa é segura? [Quadro na página 6] Não existe norma médica sobre o uso de transfusões de sangue Todo ano, somente nos Estados Unidos, 3.000.000 de pacientes recebem mais de 11.000.000 de unidades de glóbulos vermelhos. Em vista desse grande número, seria de se esperar que houvesse uma norma estrita entre os médicos com relação a transfusões de sangue. Contudo, The New England Journal of Medicine menciona que, surpreendentemente, há poucos dados “para orientar as decisões sobre transfusões”. De fato, os procedimentos variam muito, não só com respeito a exatamente o que e quanto é transfundido, mas também se a transfusão é realmente indicada. “A transfusão depende do médico, não do paciente”, diz o periódico médico Acta Anæsthesiologica Belgica. Levando-se em conta o que foi mencionado acima, não é de admirar que um estudo publicado por The New England Journal of Medicine tenha descoberto que, “segundo estimativas, 66% das transfusões são indevidamente aplicadas”

O que aprendemos da natureza

“Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria.” — Salmo 104:24. PARA muitas pessoas, foi a natureza que projetou todos os seres vivos. Por exemplo, no número de abril de 2003, a revista Scientific American Brasil comentou: “Entre todas as formas que a natureza inventou para proteger o corpo, as penas são as mais variadas e as mais misteriosas.” Embora o autor dessa frase ache que a natureza é uma força impessoal, ele diz que ela “inventou” as penas. Mas será que uma força pode projetar, ou inventar, algo? “Projetar” significa “planejar (algo) com um objetivo específico em mente”. (The New Oxford Dictionary of English) Apenas pessoas podem projetar e inventar. E assim como inventores têm nome, o Criador também tem um nome: Jeová. Ele é o Autor da natureza. Somente ele é “o Altíssimo sobre toda a terra”, aquele que ‘criou todas as coisas’. — Salmo 83:18; Revelação (Apocalipse) 4:11. O que aprendemos da criação? Suas lições mais importantes são sobre Jeová e suas maravilhosas qualidades, incluindo a sabedoria. “Suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade.” (Romanos 1:20) Por meio da natureza aprendemos que a sabedoria de Deus é superior à nossa. Se ele é melhor projetista do que os humanos, não seria lógico concluir que ele também é melhor conselheiro do que os humanos? Embora Deus use a natureza para nos dar conselhos, o principal modo de ele nos ensinar é a sua Palavra escrita, a Bíblia. O que você acha? Será que o Projetista dos órgãos que tornam possível a comunicação deseja se comunicar conosco? É claro que sim! A Bíblia diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” — 2 Timóteo 3:16. Se você acha que aprender sobre os inventores humanos é interessante, descobrirá que aprender sobre o Criador pode ser muito mais. Por exemplo, talvez você queira saber: Por que sofremos e morremos? Será que essa é a vontade de Deus? Se não é, então por que ele permite que isso aconteça? Quer os cientistas reconheçam quer não, é de Jeová que eles têm aprendido a projetar. Você também pode aprender muito do nosso Criador. Por exemplo, pode aprender a ter um casamento estável, como criar bem os filhos, qual é o propósito de Deus para a Terra e muitas outras coisas. Tudo isso poderá tornar sua vida mais significativa. O livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?, publicado pelas Testemunhas de Jeová, pode ajudá-lo a se beneficiar bastante da Palavra de Deus.

Televisão

LOGO depois que o homem aprendeu a transmitir sons por rádio, inventores se perguntaram se também poderiam transmitir imagens ao vivo. Para entender o desafio, veja como funciona a televisão hoje. Primeiro, a imagem focalizada por uma câmera de TV é “lida” por um dispositivo, assim como você lê um texto impresso. Mas, em vez de escanear linhas de letras numa página, esse dispositivo escaneia linhas de pontos (ou pixels) na imagem. Daí, converte esses pontos num sinal eletrônico de vídeo que pode ser transmitido para outro lugar. Então, um receptor reconverte o sinal em imagens ao vivo. Um escocês chamado John Logie Baird é reconhecido como o primeiro a demonstrar o funcionamento de uma televisão. Ele deixou seu trabalho de engenheiro elétrico por causa de sua saúde fraca e se concentrou num assunto que o havia interessado desde a adolescência — construir uma máquina que pudesse transmitir imagens ao vivo. A câmera de televisão de Baird usava um disco (no início, uma caixa de chapéu) com uns 30 furos em espiral. Ao passo que o disco girava, os furos escaneavam linhas sucessivas da imagem e permitiam que a luz atingisse uma célula fotoelétrica. Essa célula produzia um sinal de vídeo que era transmitido para um receptor. No receptor, o sinal era amplificado para projetar uma luz variável atrás de outro disco que girava para reproduzir a imagem. O desafio era sincronizar os discos. Enquanto Baird trabalhava duro nesse projeto, ele se sustentava engraxando sapatos. Em 2 de outubro de 1925, ele transmitiu as primeiras imagens de televisão de uma extremidade de seu sótão até a outra. A primeira pessoa a aparecer na TV foi um office boy que trabalhava num escritório no andar de baixo. Assustado, ele havia sido persuadido a se posicionar em frente à câmera em troca de uns três xelins (antiga moeda britânica). Em 1928, Baird transmitiu pela primeira vez imagens de televisão para o outro lado do Atlântico. Quando chegou a Nova York, o tímido escocês ficou muito constrangido ao ser recebido por uma banda tocando gaita de foles. Ele estava famoso! Mas será que Baird foi o primeiro a transmitir imagens ao vivo?

O que é o Dia do Julgamento?

A Bíblia diz que Deus “fixou um dia em que se propôs julgar . . . a terra habitada”. (Atos 17:31) A ideia de se submeter a qualquer tipo de julgamento não agrada a muitas pessoas. Você também pensa assim? SE PENSA, pode se sentir tranquilo por saber que o Dia do Julgamento é uma provisão amorosa que resultará em muitas bênçãos à família humana — incluindo pessoas que já morreram. (Mateus 20:28; João 3:16) Por que o Dia do Julgamento é necessário? O que realmente acontecerá nesse “dia”? O Dia do Julgamento — por que é necessário? Quando colocou os humanos na Terra, Deus não tinha a intenção de que ela fosse apenas um campo de provas para uma vida futura num outro domínio. Ele os criou para viverem eternamente na Terra. Embora tivessem mentes e corpos perfeitos, o primeiro casal humano se rebelou contra Deus. Por isso, perderam a perspectiva de vida eterna e transmitiram o pecado e a morte a todos os seus descendentes. — Gênesis 2:15-17; Romanos 5:12. O Dia do Julgamento será um período de mil anos no qual os humanos terão a oportunidade de recuperar o que Adão e Eva perderam. Note que Atos 17:31, citado acima, diz que o Dia do Julgamento afetará “a terra habitada”. Aqueles que receberem julgamento favorável viverão para sempre na Terra sob condições perfeitas. (Revelação [Apocalipse] 21:3, 4) Assim, o Dia do Julgamento terá um papel importante na realização do propósito original de Deus para os humanos e a Terra. O Juiz designado por Deus é Cristo Jesus. A Bíblia diz que Jesus ‘julgará os vivos e os mortos’. (2 Timóteo 4:1) Quem são “os vivos” que serão julgados? E como “os mortos” voltarão a viver na “terra habitada”? Jesus julgará “os vivos” Estamos agora nos aproximando do predito fim deste sistema, quando Deus destruirá todos os elementos da sociedade humana corrupta e eliminará os maus. Os sobreviventes do fim deste sistema são “os vivos” que serão julgados. — Revelação 7:9-14; 19:11-16. Durante esses mil anos de julgamento, Cristo Jesus e 144 mil homens e mulheres ressuscitados para a vida celestial reinarão sobre a Terra. Eles atuarão como reis e sacerdotes, aplicando os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus e levando progressivamente os humanos fiéis à perfeição física e mental. — Revelação 5:10; 14:1-4; 20:4-6. Durante o Dia do Julgamento, Satanás e seus demônios serão impedidos de influenciar a humanidade. (Revelação 20:1-3) No entanto, no fim do Dia do Julgamento, será permitido que Satanás teste a lealdade de cada pessoa na Terra. As que permanecerem leais a Deus terão passado no teste que Adão e Eva falharam. Serão consideradas dignas de receber vida eterna no Paraíso restaurado na Terra. Aquelas que se rebelarem contra Deus terão o mesmo fim de Satanás e seus demônios: destruição eterna. — Revelação 20:7-9. O julgamento dos “mortos” A Bíblia diz que os mortos “se levantarão” durante o Dia do Julgamento. (Mateus 12:41) Jesus disse: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.” (João 5:28, 29) Isso não se refere a uma alma separada do corpo de alguém que morreu. Os mortos estão totalmente inconscientes e não têm uma alma que sobrevive à morte. Jesus trará os adormecidos na morte de volta à vida na Terra. — Eclesiastes 9:5; João 11:11-14, 23, 24. Será que o julgamento dos ressuscitados se baseará no que eles fizeram antes de morrer? Não. A Bíblia ensina que “aquele que morreu foi absolvido do seu pecado”. (Romanos 6:7) Assim, iguais aos sobreviventes do fim deste sistema, os ressuscitados para a vida na Terra serão julgados “segundo as suas ações” durante o Dia do Julgamento. (Revelação 20:12, 13) Dependendo do resultado de suas ações, a ressurreição das pessoas resultará ou em vida eterna ou em destruição. Muitos dos ressuscitados aprenderão pela primeira vez sobre Jeová Deus e seus requisitos para a vida. Terão a oportunidade de viver em harmonia com a vontade de Deus e receber vida eterna na Terra. Não há motivo para ter medo O Dia do Julgamento não será apenas um período de instrução da parte de Deus, mas também um período para os vivos aplicarem o que aprenderam e desfrutarem das bênçãos resultantes disso. Imagine só a alegria de reencontrar parentes e amigos ressuscitados e caminhar com eles rumo à perfeição! Deus permitirá que Satanás teste a lealdade dos humanos no fim do Dia do Julgamento. Mas não é preciso ficar ansioso ou ter medo. Quando isso acontecer, todas as pessoas estarão plenamente preparadas para enfrentar esse teste final. Assim, o Dia do Julgamento faz parte da realização do propósito de Deus de desfazer todos os efeitos da rebelião contra Ele no jardim do Éden. [Nota(s) de rodapé] Na Bíblia, a palavra “dia” pode se referir a períodos de durações diferentes. Veja, por exemplo, Gênesis 2:4.

Namorar com o objetivo de casar

Durante o namoro, Julie e Lee estavam decididos a permanecer moralmente limpos. Mas, certa noite, quando ficaram sozinhos, seus desejos sexuais começaram a ficar mais fortes. Felizmente, eles perceberam o perigo antes de irem longe demais e de cometerem um pecado grave. A ADORAÇÃO verdadeira envolve mais do que apenas ir toda semana à igreja. É um modo de vida que influencia a conduta e os padrões morais de uma pessoa. Jesus Cristo disse que somente aqueles que ‘fizessem a vontade’ de Deus mereceriam Seu favor. (Mateus 7:21) Para agradar a Deus, o nosso relacionamento com o sexo oposto precisa ser casto, e o namoro deve ter como objetivo o casamento. O que você pode fazer para que seu namoro seja puro aos olhos de Deus, principalmente diante da enorme pressão para cometer imoralidade? Primeiro, reconheça que os padrões de Deus foram estabelecidos visando nossos melhores interesses. Segundo, aceite a verdade sobre a natureza humana. Terceiro, estabeleça limites claros de comportamento no namoro. E, quarto, inclua Deus em seu relacionamento. Analise cada um dos pontos a seguir. Padrões sob medida para nosso proveito Em Isaías 48:17, 18, lemos: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar. Oh! se tão somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” Os mandamentos e princípios contidos na Palavra inspirada de Deus, a Bíblia Sagrada, são para nosso proveito. (2 Timóteo 3:16, 17) São uma evidência de que o Criador realmente se importa conosco e quer que sejamos felizes e bem-sucedidos em todos os aspectos da vida. (Salmo 19:7-10) Acredita nisso de coração? Se acredita, você está mostrando que tem a verdadeira sabedoria. Aceite a verdade sobre sua natureza Como um grande amigo, Jeová é franco conosco; ele conta a verdade sobre nossa natureza. Por exemplo, sua Palavra nos alerta que “o coração é mais traiçoeiro do que qualquer outra coisa e está desesperado. Quem o pode conhecer?”. (Jeremias 17:9) A Bíblia também declara: “Quem confia no seu próprio coração é estúpido, mas aquele que anda em sabedoria é o que escapará.” — Provérbios 28:26. Como um casal de namorados pode mostrar que não confia no próprio coração? Um modo é não se colocarem numa situação em que se sintam tentados a ficar íntimos demais, como aconteceu com o casal mencionado no início do artigo. Outro modo é acatar os conselhos sábios de pais tementes a Deus. Eles sabem que desejos sexuais, em especial durante a juventude, são como um motor potente que precisa ser bem controlado. Assim, jovens que ‘andam em sabedoria divina’ levam a sério as orientações dos pais e as aceitam de bom grado. Sabem que eles os amam muito e que por isso às vezes dizem coisas que os filhos não querem ouvir. É claro que a pessoa que mais ama você é seu Pai celestial, Jeová Deus, que o aconselha a ‘remover do coração o vexame e afastar da carne a calamidade’. (Eclesiastes 11:9, 10) Como você pode fazer isso? Por não ceder a desejos impróprios. Estabeleça limites claros de comportamento “Há sabedoria com os que se consultam mutuamente.” (Provérbios 13:10) Casais ajuizados aplicam essas palavras por decidirem que tipo de expressões de afeto biblicamente aceitáveis permitirão em seu namoro e por estarem determinados a não ultrapassar esses limites. Tomar liberdades indevidas ou achar que é forte o bastante para resistir à tentação pode ser comparado a dirigir com imprudência. Depois que você sofreu um acidente e está sendo retirado das ferragens do carro, é tarde demais para decidir que medidas de segurança no trânsito deveria ter tomado. A Bíblia diz: “O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as consequências.” (Provérbios 22:3, Nova Versão Internacional) Os namorados podem evitar muitos problemas se saírem acompanhados de uma ou mais pessoas de boa moral. As consequências de um namoro imprudente podem incluir consciência pesada, falta de respeito por si próprio e pela outra pessoa, além de vergonha para todos os envolvidos, incluindo os membros da família. Portanto, seja prudente; decida aplicar os padrões bíblicos e apegue-se a eles! Faça de Jeová o ‘terceiro fio’ O casamento é como um cordão de três fios, sendo Deus o principal. “Um cordão tríplice não pode ser prontamente rompido em dois”, diz Eclesiastes 4:12. O mesmo princípio pode ser aplicado a casais de namorados. Os que querem que seu namoro seja abençoado por Deus mantêm, de modo individual, um relacionamento achegado com Ele. O Salmo 1:1-3 diz: “Feliz é o homem [ou a mulher] que não tem andado no conselho dos iníquos . . . Mas, seu agrado é na lei de Jeová, e na sua lei ele lê dia e noite em voz baixa . . . , e tudo o que ele fizer será bem-sucedido.” Assim, se você fizer as coisas do modo de Jeová, terá uma vida bem-sucedida, incluindo o namoro e o casamento. Afinal, ele é o nosso Criador, e a atração romântica e o casamento são presentes dele. Por isso, merecem todo o nosso respeito. — Tiago 1:17.

Ame os que Deus ama

“Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio.” — PROVÉRBIOS 13:20. DE CERTA forma, as pessoas são como esponjas; elas têm a tendência de absorver o que está à sua volta. É muito fácil adotar, mesmo sem querer, as atitudes, os padrões e os traços de personalidade daqueles com quem temos muito contato. 2 A Bíblia expressa uma grande verdade ao dizer: “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio, mas irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Provérbios 13:20) Esse provérbio se refere a mais que um contato superficial. A expressão ‘andar com’ sugere companheirismo. Ao comentar esse versículo, uma obra de referência bíblica diz: “Andar com uma pessoa envolve amor e apego.” Não concorda que temos a tendência de imitar a quem amamos? De fato, visto que nos apegamos emocionalmente às pessoas que amamos, elas podem nos influenciar, quer para o bem, quer para o mal. 3 Para permanecermos no amor de Deus, é essencial que procuremos nos associar com pessoas que terão boa influência sobre nós. Como podemos fazer isso? Dito de forma simples, por amar os que Deus ama, fazendo dos Seus amigos os nossos amigos. Pense bem: poderíamos ter amigos melhores do que aqueles que têm as qualidades que Jeová procura nos amigos dele? Examinemos, portanto, o tipo de pessoas que Deus ama. Com o ponto de vista de Jeová bem em mente, teremos melhores condições de escolher boas amizades. AQUELES QUE DEUS AMA 4 Quando se trata de amizade, Jeová é exigente. Não acha que ele tem esse direito? Afinal, ele é o Soberano Senhor do Universo, e ser amigo dele é a maior honra que existe. Quem, portanto, ele escolhe como amigos? Jeová se achega aos que confiam e têm plena fé nele. Veja o exemplo do patriarca Abraão, conhecido por sua notável fé. Dificilmente existiria uma prova maior de fé para um pai humano do que se lhe pedir que ofereça seu filho como sacrifício. Mesmo assim, Abraão “a bem dizer ofereceu Isaque”, com plena fé em “que Deus era capaz de levantá-lo até mesmo dentre os mortos”. (Hebreus 11:17-19) Por Abraão demonstrar tal fé e obediência, Jeová carinhosamente o chamou de “meu amigo”. — Isaías 41:8; Tiago 2:21-23. 5 Jeová valoriza muito a obediência leal. Ele ama os que estão dispostos a colocar a lealdade a ele acima de todas as outras coisas. (2 Samuel 22:26) Como vimos no Capítulo 1 deste livro, Jeová se agrada muito dos que lhe obedecem por amor. Provérbios 3:32 diz: “Ele tem intimidade com os retos.” Os que lealmente cumprem com os requisitos de Jeová recebem dele um bondoso convite: o de ser hóspedes na sua “tenda” — ser acolhidos para adorá-lo e ter livre acesso a ele em oração. — Salmo 15:1-5. 6 Jeová ama os que amam a Jesus, seu Filho unigênito. Jesus disse: “Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele.” (João 14:23) Como podemos mostrar que amamos a Jesus? Com certeza, uma maneira é por observar seus mandamentos, incluindo a comissão de pregar as boas novas e fazer discípulos. (Mateus 28:19, 20; João 14:15, 21) Também mostramos que amamos a Jesus quando ‘seguimos de perto seus passos’, imitando-o em palavras e ações da melhor forma possível, apesar de sermos imperfeitos. (1 Pedro 2:21) Jeová se alegra de ver os esforços dos que, por amor, procuram imitar seu Filho. 7 Fé, lealdade, obediência e amor por Jesus e seu modo de agir — essas são qualidades que Jeová procura nos Seus amigos. Devemos nos perguntar: ‘Essas qualidades são evidentes nos meus amigos? Os meus amigos são amigos de Jeová?’ É importante que sejam. Pessoas que cultivam qualidades piedosas e pregam as boas novas do Reino com zelo podem ter uma boa influência sobre nós, motivando-nos a continuar agradando a Deus. — 

Quinta-feira, 9 de fevereiro

Fostes lavados, . . . fostes santificados, . . . fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus. — 1 Cor. 6:11. O espírito santo é uma força em favor da pureza do povo de Deus. Os que desempenham uma parte no propósito de Jeová têm de ser moralmente puros. (1 Cor. 6:9-11) Antes de se tornarem cristãos verdadeiros, alguns praticavam coisas imorais, tais como fornicação, adultério e homossexualismo. Os desejos que geram atos pecaminosos podem estar profundamente arraigados. (Tia. 1:14, 15) Mas tais pessoas foram ‘lavadas’, indicando que fizeram as necessárias mudanças na vida para agradar a Deus. O que habilita alguém que ama a Deus a resistir ao impulso de satisfazer desejos errados? “O espírito de nosso Deus”, diz o texto de hoje. Por permanecer moralmente puro, você mostra que o espírito é uma força dominante na sua vida.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A CIÊNCIA ACABOU COM DEUS?

Assuntos relacionados: A ciência pode ajudar você a acreditar em Deus? Existe um Criador? POR 50 anos, o filósofo britânico Antony Flew foi um ateu muito respeitado por seus colegas. Seu ensaio Theology and Falsification (Teologia e Falsificação), de 1950, “tornou-se a publicação filosófica mais reimpressa do . . . século [20]”. Em 1986, Flew foi chamado de “o mais influente dos críticos contemporâneos do teísmo” (crença em Deus). Assim, muitas pessoas ficaram chocadas quando Flew anunciou em 2004 que tinha mudado seu modo de pensar. O que levou Flew a mudar de ideia? Em poucas palavras: a própria ciência. Ele ficou convencido de que o Universo, as leis da natureza e a própria vida não poderiam ter surgido por mero acaso. Faz sentido essa conclusão? Como surgiram as leis da natureza? O físico e escritor Paul Davies afirma que a ciência consegue explicar muito bem os fenômenos naturais, como a chuva. Mas ele diz: “Quando se trata de . . . perguntas como ‘Por que as leis da natureza existem?’, a situação é mais complicada. As descobertas científicas não ajudam muito a esclarecer esse tipo de dúvida. Muitas das perguntas mais importantes continuam sem resposta desde o início da civilização e ainda nos perturbam.” Em 2007, Flew escreveu: “O mais importante não é o fato de haver regularidades na natureza, mas sim que elas são matematicamente precisas, universais e interligadas. Einstein referiu-se a elas como ‘a razão encarnada’. O que devemos perguntar é o que fez a natureza surgir do jeito que é. Essa, sem dúvida, é a pergunta que os cientistas, de Newton a Einstein e a Heisenberg, fizeram e para a qual encontraram a resposta. Essa resposta foi: a Mente de Deus.” De fato, muitos cientistas renomados não acham que é anticientífico acreditar numa Causa Primária inteligente. Por outro lado, dizer que o Universo, suas leis e a vida simplesmente surgiram por acaso não é intelectualmente satisfatório. Por exemplo, quando pensamos nas coisas que usamos no dia a dia, em especial aquelas que possuem um projeto complexo e sofisticado, fica claro que foi preciso alguém para projetá-las. Em que você vai ter fé? Embora os novos ateus gostem de dizer que a ciência é a espinha dorsal de suas crenças, a verdade é que nem o ateísmo nem o teísmo se baseiam totalmente na ciência. Os dois exigem fé: o ateísmo, no acaso sem objetivo; o teísmo, numa Causa Primária inteligente. Os novos ateus defendem a ideia de que “toda fé religiosa é cega”, escreveu John Lennox, professor de matemática na Universidade de Oxford, Inglaterra. Mas ele acrescentou: “Precisamos deixar bem claro que quem pensa assim está errado.” Então, fica a pergunta: Que fé resiste à lógica — a dos ateus ou a dos religiosos? Analise, por exemplo, a origem da vida. Os evolucionistas admitem prontamente que a origem da vida ainda é um mistério — apesar de existirem muitas teorias conflitantes. Richard Dawkins, um dos novos ateus mais influentes, afirma que por causa da grande quantidade de planetas que deve existir no Universo é óbvio que surgiria vida em algum lugar. Mas muitos cientistas respeitados não têm tanta certeza. John Barrow, professor em Cambridge, disse que a crença na “evolução da vida e da mente” acaba “num beco sem saída em todos seus estágios. Existem tantos fatores que impedem a vida de evoluir num ambiente complexo e inóspito que seria pura arrogância sugerir que tudo é possível com a quantidade suficiente de carbono e de tempo”. Lembre-se também que a vida não é apenas um conjunto de elementos químicos. Na verdade, ela é baseada num tipo extremamente sofisticado de informações, que estão codificadas no DNA. Assim, quando falamos da origem da vida, estamos falando também sobre a origem de informações biológicas. Qual é a única fonte de informações que conhecemos? Numa palavra: inteligência. Será então que uma série de acidentes produziria informações complexas, como um programa de computador, uma equação algébrica, uma enciclopédia ou mesmo uma receita de bolo? É claro que não! Muito menos as informações armazenadas no código genético dos organismos vivos, que são bem mais sofisticadas e eficientes. É científico dizer que a sorte é a Causa Primária? Segundo os ateus, “o Universo é assim mesmo, cheio de mistérios, e por coincidência possibilita a vida”, explica Paul Davies. “Se não fosse assim”, dizem os ateus, “nem estaríamos aqui para debater esse assunto. O Universo pode ou não ter uma complexa harmonia subjacente, mas não existe nenhum projeto, objetivo ou significado — pelo menos nenhum que faça sentido para nós”. “A vantagem dessa postura”, observa Davies, “é que é fácil de ser assumida — tão fácil que serve de pretexto”, ou seja, um modo conveniente de fugir do assunto. Em seu livro Evolution: A Theory in Crisis (Evolução: Uma Teoria em Crise), o biólogo molecular Michael Denton concluiu que a teoria da evolução “parece mais um princípio de astrologia medieval do que uma teoria científica séria”. Ele também se referiu à evolução darwinista como um dos maiores mitos de nossos tempos. Com certeza, dizer que a sorte é a Causa Primária soa como mito. Imagine esta situação: Um arqueólogo vê uma pedra bruta mais ou menos quadrada. Ele pode dizer que ela tem esse formato por acaso, o que seria uma conclusão razoável. Mais tarde, ele encontra outra pedra, mas com o formato perfeito do busto de um homem, com todos os seus detalhes. Será que ele concluiria que essa peça também surgiu por acaso? Não. Sua mente racional diz: ‘Alguém fez isso.’ Usando um raciocínio similar, a Bíblia diz: “Cada casa . . . é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” (Hebreus 3:4) Você concorda com isso? O professor Lennox escreveu: “Quanto mais aprendemos sobre o nosso Universo, mais credibilidade ganha a hipótese de que existe um Deus Criador — que projetou o Universo com um objetivo — como a melhor explicação do porquê estamos aqui.” Infelizmente, uma das coisas que enfraquecem a crença em Deus são as atrocidades cometidas em nome dele. Por esse motivo, algumas pessoas concluíram que a humanidade ficaria numa situação melhor sem a religião. O que você acha disso?

O AMOR AO PRÓXIMO ESFRIOU

Nesta série: O amor ao próximo esfriou O amor ao próximo será uma realidade Quando todos amarem uns aos outros Assunto relacionado: Como aprendemos a amar MILHÕES de pessoas se sentem perdidas e desanimadas, sem saber o que fazer. Uma mulher de negócios, aposentada, disse: ‘Certa noite, uma viúva, que morava no mesmo andar que eu, bateu na minha porta e disse que se sentia solitária. Eu lhe disse com jeito mas enfaticamente que estava ocupada. Ela pediu desculpas por me ter incomodado e foi embora.’ Lamentavelmente, naquela mesma noite, essa viúva suicidou-se. Depois, a mulher de negócios disse que havia aprendido uma “lição dura”. A falta de amor ao próximo muitas vezes é trágica. Durante os conflitos étnicos na Bósnia e Herzegovina, anteriormente partes da Iugoslávia, mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a abandonar seus lares, e dezenas de milhares foram mortas. Por quem? “Por nossos vizinhos”, lamentou uma moça, que fora expulsa da sua aldeia. “Eram nossos conhecidos.” Em Ruanda, centenas de milhares de pessoas foram mortas, freqüentemente pelos seus vizinhos. “Hutus e tutsis [conviviam], casando-se entre si, não se preocupando, ou nem mesmo sabendo, quem era hutu e quem era tutsi”, relatou o jornal The New York Times. “Daí aconteceu uma reviravolta” e “começaram as matanças”. De forma similar, judeus e árabes vivem lado a lado, no entanto, muitos odeiam uns aos outros. A mesma situação existe entre muitos católicos e protestantes na Irlanda e entre um número cada vez maior de pessoas em outros países. Nunca antes na História houve tanta falta de amor no mundo. Por que esfriou o amor ao próximo? Nosso Criador fornece a resposta. A sua Palavra, a Bíblia, chama o tempo em que vivemos de os “últimos dias”. Este é o período no qual, segundo a profecia bíblica, as pessoas estariam “sem afeição natural”. Referente a estes “tempos críticos, difíceis de manejar”, nas Escrituras também chamados de “terminação do sistema de coisas”, Jesus Cristo predisse que ‘o amor da maioria se esfriaria’. — 2 Timóteo 3:1-5; Mateus 24:3, 12. A atual falta de amor, portanto, é parte da evidência de que vivemos nos últimos dias deste mundo. Felizmente, isso também significa que este mundo de pessoas ímpias em breve será substituído por um novo mundo justo, governado pelo amor. — Mateus 24:3-14; 2 Pedro 2:5; 3:7, 13. Mas, será que temos mesmo motivos para crer que tal mudança é possível — que todos podem aprender a amar uns aos outros e a viver juntos em paz?

POBREZA — Qual a solução?

OS POBRES estão cada vez mais pobres “Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz, se a grande maioria de seus membros forem pobres e miseráveis.” Nesta série: Os pobres estão cada vez mais pobres A solução definitiva para a pobreza Assuntos relacionados: Em breve, um mundo livre da pobreza Todos os humanos algum dia serão iguais? Que esperança há para os pobres? O ECONOMISTA Adam Smith fez essa declaração no século 18. Muitos têm plena convicção de que a verdade dessas palavras é ainda mais evidente hoje em dia. O contraste entre ricos e pobres é cada vez mais gritante. Nas Filipinas, um terço da população vive com menos de um dólar por dia, valor que uma pessoa geralmente ganha trabalhando alguns minutos em nações ricas. O Relatório do Desenvolvimento Humano 2002, das Nações Unidas, diz que “os 5% das pessoas mais ricas do mundo têm rendimentos 114 vezes superiores aos dos 5% mais pobres”. Enquanto alguns vivem em relativo conforto, milhões invadem terras e montam barracas onde podem. Outros não têm tanta sorte; vivem nas ruas, talvez dormindo sobre um pedaço de plástico ou de papelão. Muitos deles fazem o que podem para sobreviver — catam lixo, carregam objetos extremamente pesados, ou coletam matéria reciclável com carrinhos de mão. As desigualdades entre os ricos e os pobres não existem apenas em países em desenvolvimento, mas, segundo o Banco Mundial, “‘bolsões de pobreza’ são comuns em todos os países.” De Bangladesh aos Estados Unidos, não importa quão boa seja a situação financeira de alguns, há os que lutam para ter um teto e o suficiente para comer. The New York Times citou um relatório publicado em 2001 pelo Departamento de Estatísticas, dos EUA, indicando que a lacuna entre os ricos e os pobres nos Estados Unidos continua a aumentar. O jornal dizia: “Metade de toda a renda doméstica no ano passado foi parar nas mãos dos 20% mais abastados da população . . . Os 20% mais pobres receberam 3,5% da renda.” A situação é a mesma ou pior em muitos outros países. Um relatório do Banco Mundial mostrou que 57% da população mundial vive com uma renda que não dá para comprar nem um prato de comida por dia. Para piorar a situação, em 2002, milhões de pessoas ficaram perturbadas com informações sobre executivos que se tornaram ricos sob circunstâncias questionáveis. Mesmo que não tenham feito nada flagrantemente ilegal, muitos acham que esses executivos, conforme declarado na revista Fortune, “estavam ficando imensamente, extraordinariamente, obscenamente, ricos”. Diante do contexto mundial, alguns se perguntam como se pode justificar que algumas pessoas recebam verdadeiras fortunas, em alguns casos estimadas em centenas de milhões de dólares, quando tantos vivem na pobreza. A pobreza veio para ficar? Isso não quer dizer que ninguém está fazendo nada para aliviar o sofrimento dos pobres. Autoridades bem-intencionadas e organizações beneficentes certamente têm apresentado propostas de mudanças. No entanto, os fatos continuam desanimadores. O Relatório de Desenvolvimento Humano 2002 diz que “muitos países estão mais pobres do que há 10, 20 e 30 anos, nalguns casos”, apesar dos muitos esforços nobres para melhorar a situação. Será que isso deixa os pobres sem esperança? Leia o artigo seguinte, que considerará algumas sugestões práticas que podem ser de ajuda no momento e soluções sobre as quais você talvez não tenha pensado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O que fará?

SE MORASSE à beira duma praia oceânica e soubesse que uma onda sísmica se aproximava, o que faria? Ficaria junto do oceano? Ou fugiria para um lugar seguro? Nestes “últimos dias” há uma onda sísmica de imoralidade, de perversão e de violência que varre o globo. Pode ser vista em toda a parte, à medida que o crime e a imoralidade aumentam vertiginosamente sem cessar. Este mundo está sendo engolfado pela corrupção que o transforma em moderna Sodoma e Gomorra, e coisas ainda piores. Os filmes que destacam o sexo e a violência são parte desta corrupção. O que fará a este respeito? Proteja Seus Entes Queridos Se estiver interessado no bem-estar de si mesmo e de seus entes queridos, desejará protegê-los de influências corrompedoras. Mas, como? Bem, pagaria dinheiro arduamente ganho para empregar fornicadores ou adúlteros a fim de praticarem atos imorais bem na sua casa, em frente à sua família e seus amigos? Pagaria a homossexuais, a lesbianas ou a prostitutas para praticarem perversões em sua sala de estar? Pagaria a sadistas ou a assassinos para derramarem o sangue de outras criaturas humanas em sua casa, ao passo que seus entes queridos ficassem vendo isso? Não faria tais coisas, assim como não pagaria para obter lixo para o almoço! Por que, então, pagar dinheiro arduamente ganho para sentar-se horas a fio a fim de ver o lixo mental que agora é dispensado pela indústria cinematográfica? Os filmes que destacam o sexo e a violência não visam promover o que é moral, honroso ou correto. Não criam fé nos propósitos e nos requisitos de Deus. São como sementes ruins que crescem na mente duma pessoa, se as regar por se expor à sua influência. Para impedir que uma semente germine e dê fruto, não a regue. Assim, ao passo que a pessoa talvez seja bem informada quanto à tendência que o mundo segue, isso não significa que tem de ficar pensando muito no que é corrupto e expor sua família a isso. Tal coisa seria regar uma semente ruim. Classificação Isto não significa que nenhum filme seja adequado para a diversão e o prazer da família. Mas, que tipo é? Nos vários países, há agências oficiais que classificam os filmes segundo sua adequabilidade. No Brasil, por exemplo, há cerca de quatro classificações: Livre — para assistências em geral, sem consideração de idade; Impróprio até 10 anos — sendo aconselhável em geral os pais acompanharem os filhos; Impróprio até 14 anos — os adolescentes em geral podem assistir a eles sozinhos ou acompanhados de seus pais; Proibido até 18 anos — apenas para adultos, não se permitindo ninguém com menos desta idade. No entanto, quem determina a classificação? São todas pessoas guiadas pelos elevados princípios bíblicos? Isso não é nada provável. Assim, ao passo que é quase certo que as últimas três classificações merecessem reparos em vista da tendência atual, até mesmo um filme com a primeira classificação talvez nem sempre seja o que o leitor gostaria que sua família visse. Por isso, seria sábio investigar o filme antes de vê-lo. Fale com outros que talvez o tenham visto. Leia as críticas na imprensa. Ao ler críticas, contudo, lembre-se de que os críticos de cinema talvez não concordem com seus padrões. No caso do filme da Suécia que continha tanta imoralidade sexual, certo crítico de cinema de uma revista de boa reputação afirmou: “Para mim, foi uma experiência revigorante e feliz.” Há qualquer princípio geral que possa seguir para evitar que o próprio leitor e seus entes queridos passem horas vendo filmes inúteis e desmoralizadores? Primeiro de tudo, é mais seguro escolher filmes com a primeira classificação. Daí, no caso que mesmo assim haja dúvidas, como não raro será o caso, por que vê-lo antes de verificar se é aceitável? Conceito dos Cristãos Bíblicos Os cristãos bíblicos, ao fazer suas decisões sobre os tipos de filmes que verão, são guiados pelos princípios bíblicos. Alguns destes princípios se acham registrados em Filipenses 4:8, onde se declara: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” Alguns, sabendo que a indústria cinematográfica não se guia pelos princípios bíblicos, compreendem que realmente haverá muitos poucos filmes decentes. Assim, decidiram não mais ir ver quaisquer filmes. Outros fazem cuidadoso escrutínio dos filmes e vão apenas algumas vezes por ano, quando há um filme especialmente recomendado como diversão para a família. Todavia, às vezes, filmes altamente recomendados resultam ser grandes desapontamentos. Um deles que obteve excelente classificação na imprensa saía rapidamente de um tema nobre para um tema de adultério. O restante do filme se centralizava principalmente nas intrigas a respeito desta imoralidade sexual, os principais personagens mentindo e tapeando outros para proteger seu adultério. É por isso que alguns saem no meio de filmes que não atingem seus padrões. Estão vividamente interessados em seu bem-estar espiritual e acham que seria melhor saírem do que continuarem a ver aquilo a que objetam. O Que Fazer Como Recreação? Todavia, se limitar os tipos de filmes que verá a pouquíssimos, e regular com cuidado o que vê na televisão, o que pode fazer o leitor e sua família como recreação? As crianças, em especial, talvez objetem, dizendo: “Não nos permitem ver a maioria dos filmes ou de programas de televisão. Bem, o que podemos fazer para divertir-nos?” Deus criou o homem e a mulher, e especialmente as crianças, com a necessidade de recreação. Mas, jamais propôs que devia centralizar-se na sujeira moral e na violência, na violação de suas leis. Os pais, então, têm a responsabilidade de planejar recreação saudável para a família. Há realmente muitas coisas que uma família pode gozar em fazer juntos. Podem fazer excursões a lugares cênicos tais como lagos, montanhas e praias. Podem visitar os museus e outros lugares de interesse, que tanto divertem como informam. Podem praticar vários esportes ao ar livre. Ora, muitas pessoas gozam horas divertidas apenas jogando ferraduras, tentando acertá-las num pino! Também, o que dizer de convidar os amigos cujos filhos podem juntar-se aos seus? As famílias podem também ouvir boa música, assistir concertos, e, sim, escolher com cuidado filmes e espetáculos de televisão de qualidade para verem. Toda esta recreação, devidamente supervisionada pelos pais, pode exercer boa influência. As testemunhas de Jeová fazem algo mais que trabalha para a sua edificação. Organizam seus assuntos de modo a assistir às reuniões em sua congregação cristã diversas vezes por semana, para estudarem a Palavra de Deus. Isto provê tanto um soerguimento espiritual como a oportunidade de se reunirem com outros cujas vidas são governadas por princípios elevados. Ali, as crianças não só aprendem os propósitos e as leis de Deus, mas também têm a oportunidade de se juntarem a outras crianças em uma atmosfera edificante. Assim, realmente, há várias coisas que a família pode fazer, substituindo o lixo que agora jorra da indústria cinematográfica por atividades limpas e prazeirosas. O Que Fará? Dentro de muito pouco tempo, este sistema de coisas, com suas normas degradadas chegará ao seu dia de prestação de contas com Deus. Seu tempo ter-se-á escoado. Onde deseja estar quando chegar esse tempo? Há muitas pessoas que desejam fazer o que é certo. Desejam sobreviver ao fim deste sistema iníquo. Desejam viver para sempre na nova ordem limpa, justa e paradísica de Deus. Assim, atentam para o conselho do salmista, que disse a Deus: “Não me esqueci das tuas ordens. Tua justiça é justiça por tempo indefinido, e tua lei é verdade. . . . Faze-me entender, para que eu continue vivendo.” — Sal. 119:141-144. Por isso, não se deixam enredar pela atual avalancha de sexo e violência nos filmes. Evitam-nos. Qual será a sua escolha?

Deus

Obras criativas são evidência da existência dum Deus inteligente Gên. 1:1 “No princípio Deus criou os céus e a terra.” Rom. 1:20 “Suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.” Sal. 19:1-4 “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos. Um dia após outro dia faz borbulhar a fala, e uma noite após outra noite exibe conhecimento. Não há fala e não há palavras, nenhuma voz se ouve da sua parte. Seu cordel de medir saiu por toda a terra e suas expressões até a extremidade do solo produtivo.” Isa. 40:26 “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele [Jeová] também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” Isa. 29:16 “A perversidade de vós, homens! Deve o próprio oleiro ser considerado igual ao barro? Acaso deve a coisa feita dizer referente àquele que a fez: ‘Ele não me faz’? E acaso a própria coisa formada diz realmente referente àquele que a formou: ‘Ele não mostrou entendimento’?” Sal. 94:9 “Acaso não pode ouvir Aquele que plantou o ouvido? Acaso não pode olhar Aquele que formou o olho?” Sal. 100:3 “Sabei que Jeová é Deus. Foi ele quem nos fez, e não nós a nós mesmos.” Jeová, o verdadeiro Deus, é todo-poderoso Êxo. 6:2, 3 “Deus prosseguiu, falando a Moisés e dizendo-lhe: ‘Eu sou Jeová. E eu costumava aparecer a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-poderoso mas com respeito ao meu nome Jeová não me dei a conhecer a eles.’” Gên. 17:1 “Apareceu Jeová a Abrão e lhe disse: ‘Eu sou o Deus Todo-poderoso.’” Rev. 4:8 “Santo, santo, santo é Jeová Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que vem.” Êxo. 18:11 “Agora sei deveras que Jeová é maior do que todos os demais deuses.” Sal. 95:3-6 “Jeová é um grande Deus e um grande Rei sobre todos os outros deuses, Aquele em cuja mão estão as profundezas mais interiores da terra e a quem pertencem os picos dos montes; a quem pertence o mar, que ele mesmo fez, e cujas próprias mãos formaram a terra seca. Entrai, adoremos e dobremo-nos ajoelhemo-nos diante de Jeová Aquele que nos fez.” Veja também o tópico “Jeová”, páginas 260-266. Importante conhecer e usar seu nome Sal. 83:18 “Para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, semente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” Mat. 6:9 “Portanto, tendes de orar do seguinte modo: ‘Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.’” João 17:25, 26 “Justo Pai, . . . eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu em união com eles.” Rom. 10:13 “Todo aquele que invocar o nome de Jeová será Atos 15:14 “Simeão tem relatado cabalmente como Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome.” Isa. 12:4, 5 “Naquele dia certamente direis: ‘Agradecei a Jeová! Invocai o seu nome. Tornai conhecidas entre os povos as suas ações. Fazei menção de que seu nome deve ser sublimado. Entoai melodias a Jeová, porque agiu magnificamente. Isto se deve dar a conhecer em toda a terra.’” Jesus Cristo é um deus, mas não o Deus Todo-poderoso Isa. 9:6 “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso.” João 1:1 “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era deus.” 1 João 5:19, 20 “Sabemos que nos originamos de Deus, mas o mundo inteiro jaz no poder do iníquo. Mas, sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” João 1:14, 18 “De modo que a Palavra se tornou carne e residiu entre nós, e observamos a sua glória, uma glória tal como a de um filho unigênito dum pai, e ele estava cheio de benignidade imerecida e de verdade. Nenhum homem jamais viu a Deus; o deus unigênito, que está na posição junto ao seio do Pai, é quem o tem explicado.” Os poderosos entre os homens são chamados de deuses João 10:34 “Jesus respondeu-lhes: ‘Não está escrito na vossa Lei: “Eu disse: ‘Vos sois deuses’”?’” (Veja também Sal. 82:6.) Há muitos deuses falsos 1 Cor. 8:5 “Embora haja os que se chamem ‘deuses’, quer no céu quer na terra, assim como há muitos ‘deuses’ e muitos ‘senhores’.” Jer. 10:14, 15 “Sua imagem fundida é uma falsidade, e não há espírito nelas. São vaidade trabalho de zombaria. Perecerão no tempo de se fixar a atenção nelas.” Deuses sem valor incapazes de ajudar os adoradores Hab. 2:18 “De que proveito tem sido a imagem esculpida, quando foi esculpida por aquele que a formou, uma estátua fundida e instrutora de falsidade quando o formador da sua forma confia nela ao ponto de fazer deuses que nada valem, que não podem falar?” Lev. 19:4 “Não vos vireis para deuses que nada valem e não deveis fazer para vós deuses fundidos. Eu sou Jeová, vosso Deus.” Isa. 44:14-20; 45:5 “Plantou o toureiro, e a própria chuvada o faz crescer. E Este se tornou algo para o homem manter o fogo aceso. . .. Também trabalha num deus diante do qual se possa curvar. Faz dele uma imagem esculpida e se prostra diante dele. Metade realmente queima no fogo. Sobre metade assa bem a carne que come e fica satisfeito. . . . Mas do restante é que faz mesmo um deus, sua imagem esculpida. Prostra-se diante dele e curva-se, e ora para ele e diz: ‘Livra-me, pois tu és o meu Deus.’ Não chegaram a saber nem entendem, porque os seus olhos foram untados para não verem, seu coração, para não terem perspicácia. E ninguém revoca ao coração, ou tem conhecimento ou entendimento, dizendo: ‘Metade queimei no fogo e também cozi pão sobre as suas brasas, assei carne e comi. Mas, farei do resto apenas uma coisa detestável? Prostrar-me-ei diante da madeira ressequida duma árvore?’ Ele se alimenta de cinzas. Seu próprio coração ludibriado o desencaminhou.” “Eu sou Jeová, e não há outro. Além de mim não há Deus.” Jer. 14:22 “Acaso há entre os ídolos vãos das nações quaisquer sue possam fazer chover, ou podem até mesmo os próprios céus dar chuvas copiosas? Não és tu Àquele, ó Jeová, nosso Deus? E nós esperamos em ti, porque tu mesmo fizeste todas estas coisas.” Nem todos servem o mesmo Deus