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loucos por blog

domingo, 15 de dezembro de 2013

Um Reino “que não será arruinado”


OS EVENTOS mundiais confirmam diariamente a verdade que os humanos não encontram a felicidade rejeitando a soberania de Jeová e tentando governar a si mesmos. Nenhum sistema de governo humano trouxe benefícios imparciais à humanidade. Embora tenham alcançado níveis de conhecimento científico sem precedentes, os humanos não conseguiram acabar com as doenças ou com a morte, nem mesmo num único caso. O governo humano não eliminou a guerra, a violência, o crime, a corrupção ou a pobreza. Governos opressivos ainda dominam em muitos países. (Eclesiastes 8:9) A tecnologia, a ganância e a ignorância se conjugam para poluir o solo, a água e o ar. Para muitos, a má gestão da economia por parte de autoridades dificulta a obtenção do sustento. Milhares de anos de governo humano tornaram óbvia esta verdade: “Não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” — Jeremias 10:23.
2 Qual é a solução? O Reino de Deus, pelo qual Jesus ensinou seus seguidores a orar: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:9, 10) Em 2 Pedro 3:13, o Reino celestial de Deus é descrito como “novos céus” que governarão a “nova terra”, isto é, uma sociedade humana justa. O Reino celestial de Deus é tão importante que Jesus fez dele o ponto focal de sua pregação. (Mateus 4:17) Ele indicou que lugar devemos dar a ele na nossa vida, exortando: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça.” — Mateus 6:33.
3 Aprender sobre o Reino de Deus é de máxima urgência, pois esse Reino em breve agirá para mudar de uma vez por todas o governo da Terra. Daniel 2:44 prediz: “Nos dias daqueles reis [governos atuais] o Deus do céu estabelecerá um reino [no céu] que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo [os humanos nunca mais governarão a Terra]. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [atuais], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” Portanto, o Reino porá fim a estes últimos dias, destruindo todo o atual sistema mundial perverso. Daí, o governo da Terra pelo Reino celestial será incontestável. Quanta gratidão devemos ter de que o alívio que isso trará está bem próximo!
4 Em 1914, Jesus Cristo foi empossado como Rei e autorizado a ‘subjugar no meio de seus inimigos’. (Salmo 110:1, 2) Nesse mesmo ano começaram também os “últimos dias” do atual sistema mundial perverso. (2 Timóteo 3:1-5, 13) Ao mesmo tempo, certos eventos que Daniel observou numa visão profética tornaram-se realidade no céu. O “Antigo de Dias”, Jeová Deus, conferiu ao Filho do homem, Jesus Cristo, ‘domínio, dignidade e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem’. Relatando essa visão, Daniel escreveu: “Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” (Daniel 7:13, 14) Será por meio desse Reino celestial, às mãos de Jesus Cristo, que Deus fará com que os amantes da justiça usufruam as inumeráveis coisas boas que ele tinha em mente quando colocou os nossos primeiros pais humanos no Paraíso.
5 Você deseja ser súdito leal do Reino? Em caso afirmativo, estará profundamente interessado na estrutura e no funcionamento desse governo celestial. Desejará saber o que o Reino está fazendo agora, o que fará no futuro e o que requer de você. Ao se aprofundar no assunto, seu apreço pelo Reino de Deus deverá aumentar. Se aceitar o seu governo, estará mais bem preparado para divulgar as coisas maravilhosas que esse Reino fará pelos humanos obedientes. — Salmo 48:12, 13.
Os governantes do Reino de Deus
6 Uma das primeiras coisas que tal exame revela é que esse Reino Messiânico é uma expressão da soberania do próprio Jeová. Foi Jeová quem deu ‘domínio, dignidade e um reino’ ao seu Filho. Depois que o Filho de Deus foi empossado no cargo de Rei, vozes no céu proclamaram apropriadamente: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor [Jeová Deus] e do seu Cristo, e ele [Jeová] reinará para todo o sempre.” (Revelação [Apocalipse] 11:15) Assim, tudo o que observamos a respeito desse Reino e o que ele realiza pode nos achegar ainda mais ao próprio Jeová. O que aprendemos deve instilar em nós o desejo de nos sujeitarmos para sempre à sua soberania.
7 Considere também o fato de que Jeová colocou Jesus Cristo no trono como seu Governante Adjunto. Como Mestre-de-Obras de Deus na criação da Terra e dos humanos, Jesus conhece as nossas necessidades melhor do que nós mesmos. Além disso, desde o começo da história humana ele mostrou que ‘gostava dos filhos dos homens’. (Provérbios 8:30, 31; Colossenses 1:15-17) Seu amor pelos humanos é tão grande que veio pessoalmente à Terra e deu a sua vida como resgate em nosso favor. (João 3:16) Assim, ele tornou disponível para nós os meios de libertação do pecado e da morte e a oportunidade de ganhar vida eterna. — Mateus 20:28.
8 O Reino de Deus é um governo estável e duradouro. Sua eternidade é garantida pelo fato de que o próprio Jeová não está sujeito à morte. (Habacuque 1:12) Em contraste com os reis humanos, Jesus Cristo, a quem Deus confiou o reinado, também é imortal. (Romanos 6:9; 1 Timóteo 6:15, 16) Junto com Cristo, ocupando tronos celestiais, haverá mais 144.000, servos leais de Deus dentre ‘toda tribo, língua, povo e nação’. Estes também recebem a vida imortal. (Revelação 5:9, 10; 14:1-4; 1 Coríntios 15:42-44, 53) A vasta maioria deles já está no céu, e o restante deles que ainda está na Terra constitui o atual “escravo fiel e discreto”, que promove lealmente os interesses desse Reino aqui. — Mateus 24:45-47.
9 Em breve, no seu tempo designado, Jeová mobilizará as suas forças executoras para limpar a Terra. Elas destruirão para sempre os humanos que, por vontade própria, recusam-se a reconhecer a soberania de Deus e zombam das amorosas provisões divinas, feitas por meio de Jesus Cristo. (2 Tessalonicenses 1:6-9) Esse será o dia de Jeová, o há muito aguardado dia de sua vindicação como Soberano Universal. “Eis que está chegando o próprio dia de Jeová, cruel, tanto com fúria como com ira ardente, . . . para aniquilar [na terra] os pecadores.” (Isaías 13:9) “Este dia é dia de fúria, dia de aflição e de angústia, dia de tempestade e de desolação, dia de escuridão e de trevas, dia de nuvens e de densas trevas.” — Sofonias 1:15.
10 Toda a religião falsa e todos os governos humanos e seus exércitos, que têm sido manipulados pelo perverso governante invisível deste mundo, serão aniquilados para sempre. Todos os que se identificam com este mundo, por levarem um modo de vida egoísta, desonesto e imoral, serão destruídos. Satanás e seus demônios perderão o contato com os habitantes da Terra, pois estarão seguramente confinados por mil anos. O Reino de Deus terá então o controle completo sobre todos os assuntos da Terra. Que alívio isso será para todos os que amam a justiça! — Revelação 18:21, 24; 19:11-16, 19-21; 20:1, 2.
Os objetivos do Reino — como são atingidos
11 O Reino Messiânico cumprirá plenamente o propósito original de Deus para com a Terra. (Gênesis 1:28; 2:8, 9, 15) Até hoje, a humanidade não tem dado apoio a esse propósito. No entanto, “a vindoura terra habitada” estará sujeita ao Filho do homem, Jesus Cristo. Todos os que sobreviverem à execução do julgamento de Jeová contra este velho sistema trabalharão unidos sob Cristo, o Rei. De bom grado farão tudo o que ele ordenar e, assim, a Terra se transformará num paraíso global. (Hebreus 2:5-9) Toda a humanidade usufruirá o trabalho de suas mãos e se beneficiará plenamente da fartura dos produtos da Terra. — Salmo 72:1, 7, 8, 16-19; Isaías 65:21, 22.
12 Adão e Eva foram criados perfeitos, e o propósito de Deus era que a Terra fosse povoada pelos descendentes deles, todos com mente e corpo perfeitos. Esse propósito terá um cumprimento glorioso sob o governo do Reino. Isso exigirá a eliminação de todos os efeitos do pecado e, para esse fim, Cristo não servirá apenas como Rei, mas também como Sumo Sacerdote. Pacientemente, ele ajudará seus súditos obedientes a se beneficiarem do valor expiatório do sacrifício de sua própria vida humana.
13 Sob o governo do Reino, os habitantes da Terra obterão maravilhosos benefícios físicos. “Naquele tempo abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos. Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo.” (Isaías 35:5, 6) A pele desfigurada pela idade ou por doença tornar-se-á mais viçosa do que a de uma criança, e as debilidades crônicas darão lugar à saúde vigorosa. “Torne-se a sua carne mais fresca do que na infância; volte ele aos dias do seu vigor juvenil.” (Jó 33:25) Virá o dia em que ninguém terá motivos para dizer: “Estou doente.” Por que não? Porque os humanos tementes a Deus serão aliviados do fardo do pecado e de seus efeitos penosos. (Isaías 33:24; Lucas 13:11-13) Sim, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. — Revelação 21:4.
14 Atingir a perfeição, no entanto, envolve muito mais do que ter um físico perfeito e uma mente sã. Inclui refletir corretamente as qualidades de Jeová, visto que fomos feitos ‘à imagem de Deus, segundo a sua semelhança’. (Gênesis 1:26) Para esse fim, será necessário muito ensino. No novo mundo, “há de morar a justiça”. Assim, como Isaías predisse, “os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão a justiça”. (2 Pedro 3:13; Isaías 26:9) Esta qualidade leva à paz — entre pessoas de todas as raças, entre amigos, na família e, acima de tudo, com o próprio Deus. (Salmo 85:10-13; Isaías 32:17) Os que aprenderem a justiça serão instruídos progressivamente sobre o que Deus espera deles. À medida que o amor a Jeová se arraigar bem fundo nos seus corações, eles seguirão os Seus caminhos em todos os aspectos da vida. Poderão dizer o mesmo que Jesus: ‘Faço sempre as coisas que agradam ao meu Pai.’ (João 8:29) Como será agradável a vida quando isso acontecer com toda a humanidade!
Realizações já evidentes
15 As impressionantes realizações do Reino de Deus e de seus súditos são evidentes. As seguintes perguntas e textos bíblicos lhe farão lembrar algumas dessas realizações, bem como de certas coisas que todos os súditos do Reino podem e devem fazer agora.
Contra quem foi a primeira ação do Reino, e com que resultado? (Revelação 12:7-10, 12)
O ajuntamento dos membros remanescentes de que grupo recebe atenção desde a entronização de Cristo? (Revelação 14:1-3)
Que obra Jesus predisse que faria depois do irrompimento da grande tribulação, conforme registrado em Mateus 25:31-33?
Que obra preliminar está sendo realizada hoje? Quem participa nela? (Salmo 110:3; Mateus 24:14; Revelação 14:6, 7)
Por que os opositores políticos e religiosos não têm conseguido parar a obra de pregação? (Zacarias 4:6; Atos 5:38, 39)
Que mudanças têm ocorrido na vida dos que aceitam o governo do Reino? (Isaías 2:4; 1 Coríntios 6:9-11)

A força da esperança da ressurreição


JÁ SOFREU a perda de uma pessoa amada? Sem a ressurreição, não haveria esperança de revê-la. Ela permaneceria na condição descrita na Bíblia: “Os mortos . . . não estão cônscios de absolutamente nada, . . . pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [a sepultura], o lugar para onde vais.” — Eclesiastes 9:5, 10.
2 Misericordiosamente, por meio da ressurreição, Jeová abriu a inestimável oportunidade para que uma multidão incalculável de mortos volte a viver e ganhe a vida eterna. Isso significa que você pode ter a esperança acalentadora de algum dia, no novo mundo de Deus, reencontrar seus entes queridos que adormeceram na morte. — Marcos 5:35, 41, 42; Atos 9:36-41.
3 Por causa da ressurreição, não precisamos ter pavor da morte. Jeová pode, sem que seus servos sofram danos irreparáveis, permitir que Satanás vá até o limite na tentativa de provar sua acusação maligna de que “tudo o que o homem tem dará pela sua alma”. (Jó 2:4) Jesus foi fiel a Deus mesmo em face da morte, de modo que Deus o ressuscitou para a vida celestial. Assim, Jesus pôde apresentar perante o trono celestial de seu Pai o valor de seu sacrifício humano perfeito, o que resultou em benefícios que podem salvar a nossa vida. Por meio da ressurreição, os membros do “pequeno rebanho”, como co-herdeiros de Cristo, têm a esperança de serem unidos com ele no Reino celestial. (Lucas 12:32) Para outros, existe a esperança de uma ressurreição para a vida eterna numa Terra paradisíaca. (Salmo 37:11, 29) Todos os cristãos constatam que a esperança da ressurreição é uma fonte de força “além do normal” ao sofrerem provações que os colocam frente a frente com a morte. — 2 Coríntios 4:7.
Por que é fundamental para a fé cristã
4 A ressurreição, como diz Hebreus 6:1, 2, é uma “doutrina primária”. É parte do fundamento da fé, sem o qual nunca poderíamos nos tornar cristãos maduros. (1 Coríntios 15:16-19) No entanto, o ensino bíblico da ressurreição é estranho ao pensamento do mundo em geral. Por falta de espiritualidade, cada vez mais pessoas encaram apenas esta vida como real. Assim, elas levam uma vida voltada aos prazeres. E há os adeptos das religiões tradicionais — tanto dentro como fora da cristandade — que pensam que têm uma alma imortal. Mas é impossível harmonizar essa crença com o ensino bíblico da ressurreição, pois a ressurreição seria desnecessária se os humanos tivessem uma alma imortal. Tentar conciliar esses dois conceitos gera mais confusão do que esperança. Como podemos ajudar os sinceros que desejam saber a verdade?
5 Antes que tais pessoas possam avaliar a maravilha que é a provisão da ressurreição, elas precisam entender corretamente o que é a alma e qual é a condição dos mortos. Em muitos casos, bastam apenas alguns textos para esclarecer esses assuntos a uma pessoa faminta da verdade bíblica. (Gênesis 2:7; Salmo 146:3, 4; Ezequiel 18:4) No entanto, algumas traduções e paráfrases modernas da Bíblia obscurecem a verdade a respeito da alma. De modo que pode ser necessário examinar as expressões usadas nas línguas originais da Bíblia.
6 A Tradução do Novo Mundo é especialmente valiosa neste respeito, pois traduz de modo uniforme por “alma” o termo hebraico né·fesh e o equivalente grego psy·khé. O apêndice dessa tradução alista muitos textos em que esses termos ocorrem. Muitas outras traduções bíblicas não são coerentes, pois traduzem as mesmas palavras originais não só por “alma”, mas também por “criatura”, “ser”, “pessoa” e “vida”; “minha né·fesh” talvez seja traduzido por “eu”, e “tua né·fesh” por “tu”. Uma comparação da Tradução do Novo Mundo com outras traduções da Bíblia ajudará o estudante sincero a ver que os termos das línguas originais traduzidos por “alma” se referem tanto a pessoas como a animais. Mas esses termos nunca transmitem a idéia de que a alma seja algo invisível e intangível, que pode sair do corpo por ocasião da morte e ter uma existência consciente em algum lugar.
7 A Tradução do Novo Mundo também é coerente no uso da palavra “Seol” para transliterar o termo hebraico she’óhl, bem como no uso de “Hades” para o termo grego haí·des, e “Geena” para o termo grego gé·en·na. “Seol” é o equivalente da palavra “Hades”. (Salmo 16:10; Atos 2:27) A Bíblia esclarece que tanto Seol como Hades se referem à sepultura comum da humanidade e estão associados com a morte, não com a vida. (Salmo 89:48; Revelação [Apocalipse] 20:13) As Escrituras também apresentam a perspectiva de sair da sepultura, por meio de uma ressurreição. (Jó 14:13; Atos 2:31) Em contraste, não há nenhuma esperança de vida futura para os que vão para a Geena, e nunca se fala de a alma ter existência consciente ali. — Mateus 10:28.
8 Uma vez esclarecidos esses assuntos, pode-se ajudar a pessoa a compreender o que a ressurreição pode significar para ela. Ela pode começar a desenvolver apreço pelo amor de Jeová em fazer uma provisão tão maravilhosa. A alegre expectativa de um reencontro no novo mundo de Deus pode abrandar a dor dos que perderam entes queridos. Entender esses assuntos é também a chave para entender o significado da morte de Cristo. Os cristãos do primeiro século compreendiam que a ressurreição de Jesus Cristo era fundamental para a fé cristã, pois abria o caminho para a ressurreição de outros. Eles pregavam zelosamente a ressurreição de Jesus e a esperança que esta oferecia. Do mesmo modo, os que hoje têm apreço pela ressurreição desejam ansiosamente falar a outros sobre essa preciosa verdade. — Atos 5:30-32; 10:42, 43.
O uso da ‘chave do Hades’
9 Todos os que estarão associados com Cristo, no seu Reino celestial, por fim terão de morrer. Mas eles conhecem muito bem a garantia que Jesus deu, quando disse: “Fiquei morto, mas, eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades.” (Revelação 1:18) O que Jesus queria dizer com isso? Estava trazendo à atenção a sua própria experiência. Ele também havia morrido. Mas Deus não o deixara no Hades. No terceiro dia, o próprio Jeová o ressuscitou para a vida espiritual e concedeu-lhe a imortalidade. (Atos 2:32, 33; 10:40) Além disso, Deus lhe deu “as chaves da morte e do Hades”, para libertar outros da sepultura comum da humanidade e dos efeitos do pecado adâmico. De posse dessas chaves, Jesus pode ressuscitar seus seguidores fiéis. Ele ressuscita primeiro os membros de sua congregação, ungidos com espírito, dando-lhes a dádiva preciosa da vida imortal no céu, assim como seu Pai lhe dera. — Romanos 6:5; Filipenses 3:20, 21.
10 Quando é que se daria essa ressurreição celestial dos cristãos ungidos fiéis? A Bíblia indica que ela já começou. O apóstolo Paulo explicou que eles seriam ressuscitados ‘durante a presença de Cristo’, presença essa que começou no ano de 1914. (1 Coríntios 15:23) Agora, quando os ungidos fiéis terminam a sua carreira terrestre, durante a atual “presença” de Cristo, não precisam permanecer mortos até a volta de seu Senhor. Assim que morrem, são ressuscitados em espírito, sendo “mudados, num momento, num piscar de olhos”. Quanta felicidade eles têm, visto que as boas obras que fizeram “os acompanham”! — 1 Coríntios 15:51, 52; Revelação 14:13.
11 Mas a ressurreição dos herdeiros do Reino para a vida celestial não é a única ressurreição. Ser ela chamada de “primeira ressurreição”, em Revelação 20:6, indica que teria de haver uma outra depois. Os que forem beneficiados por essa ressurreição posterior terão a perspectiva feliz de viver para sempre numa Terra paradisíaca. Quando se dará isso? O livro de Revelação mostra que será depois que “a terra e o céu” — o atual sistema mundial perverso, com seus governantes — forem eliminados. Esse fim do velho sistema está muito próximo. Depois, no tempo marcado por Deus, começará a ressurreição terrestre. — Revelação 20:11, 12.
12 Quem será incluído nessa ressurreição terrestre? Entre eles estarão servos fiéis de Jeová da antiguidade, homens e mulheres que, por causa de sua forte fé na ressurreição, “não queriam aceitar um livramento por meio de algum resgate”. Isto é, eles recusaram violar a sua integridade a Deus a fim de escapar de uma morte violenta ou prematura. Quanto prazer será conhecê-los pessoalmente e ouvir deles os detalhes de eventos que a Bíblia relata apenas em resumo! Entre os que também serão ressuscitados para a vida na Terra estarão Abel, a primeira testemunha fiel de Jeová; Enoque e Noé, proclamadores destemidos da mensagem divina antes do Dilúvio; Abraão e Sara, que acolheram anjos; Moisés, por meio de quem foi dada a Lei, no monte Sinai; profetas corajosos, como Jeremias, que viu a destruição de Jerusalém em 607 AEC; e João Batista, que ouviu o próprio Deus identificar Jesus como Seu Filho. Haverá também muitos homens e mulheres leais que morreram durante os últimos dias do atual sistema perverso. — Hebreus 11:4-38; Mateus 11:11.
13 Com o tempo, outros além dos servos fiéis de Deus também serão ressuscitados, de modo que não ficará ninguém na sepultura comum da humanidade. Até que ponto essa sepultura será esvaziada pode-se ver no uso que Jesus fará da ‘chave do Hades’ em favor da humanidade. Isso é demonstrado numa visão apresentada ao apóstolo João, na qual ele viu o Hades ser ‘lançado no lago de fogo’. (Revelação 20:14) O que significa isso? Significa que o Hades, a sepultura comum da humanidade, será totalmente destruído. Deixará de existir, sendo esvaziado por completo de seus mortos, pois, além de ressuscitar todos os adoradores fiéis de Jeová, Jesus, misericordiosamente, trará de volta até mesmo os injustos. A Palavra de Deus garante: “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” — Atos 24:15.
14 Nenhum desses injustos será ressuscitado apenas para ser novamente condenado à morte. No ambiente justo que prevalecerá em toda a Terra sob o Reino de Deus, serão ajudados a harmonizar as suas vidas com os modos de Jeová. A visão mostrou que será aberto “o rolo da vida”. Assim, eles terão a oportunidade de ter seus nomes inscritos nele. Serão “julgados individualmente segundo as suas ações” praticadas depois de sua ressurreição. (Revelação 20:12, 13) Assim, do ponto de vista do resultado final, a ressurreição deles poderá ser “uma ressurreição de vida”, não inevitavelmente “uma ressurreição de julgamento [condenatório]”. — João 5:28, 29.
15 No entanto, nem todos os que já viveram serão ressuscitados. Alguns cometeram pecados que não podem ser perdoados. Esses não estão no Hades, mas sim na Geena, destruídos para sempre. Entre esses estarão também os que serão executados na “grande tribulação”, que se aproxima. (Mateus 12:31, 32; 23:33; 24:21, 22; 25:41, 46; 2 Tessalonicenses 1:6-9) Assim, embora Jeová demonstre extraordinária misericórdia em libertar os mortos do Hades, a esperança da ressurreição não é base para levarmos a vida agora com indiferença. Não serão ressuscitados os que de livre vontade se rebelam contra a soberania de Jeová. Esse conhecimento deve motivar-nos a mostrar que prezamos profundamente a bondade imerecida de Deus por vivermos em harmonia com a sua vontade.
Fortalecidos pela esperança da ressurreição
16 Os que aceitam a esperança da ressurreição podem derivar dela uma grande força. No presente, quando o fim de nossa vida se aproxima, sabemos que não podemos adiar a morte para sempre — independentemente do tratamento médico que se use. (Eclesiastes 8:8) Se tivermos servido com lealdade a Jeová, junto com a sua organização, podemos aguardar o futuro com plena confiança. Sabemos que, por meio da ressurreição, viveremos de novo, no tempo devido de Deus. E que vida será! A “verdadeira vida”, como o apóstolo Paulo a chamou. — 1 Timóteo 6:19; Hebreus 6:10-12.
17 Sabermos que há uma ressurreição e sabermos Quem é a fonte dessa provisão habilita-nos a ser fortes na fé. Isso nos fortalece para ser leais a Deus, mesmo sob ameaça de morte às mãos de perseguidores violentos. Satanás há muito usa o medo da morte prematura como meio de escravizar as pessoas. Mas Jesus não teve tal medo. Foi fiel a Jeová até a morte. E, por meio de seu sacrifício de resgate, Jesus supriu os meios para libertar outros desse medo. — Hebreus 2:14, 15.
18 Em resultado de sua fé, tanto na provisão do sacrifício de Cristo como na ressurreição, os servos de Jeová criaram uma notável reputação de integridade. Ao sofrerem pressão, eles mostram que ‘não amam a sua própria alma’ mais do que a Jeová. (Revelação 12:11) Sabiamente, não abandonam os princípios cristãos na tentativa de salvar a sua vida atual. (Lucas 9:24, 25) Sabem que, mesmo se perderem a vida agora por apoiarem lealmente a soberania de Jeová, ele os recompensará por meio da ressurreição. Tem você tal fé? Você a terá, se realmente amar a Jeová e prezar o que a esperança da ressurreição de fato significa.

O que aprendemos de Deus ter permitido a maldade


“OS DIAS dos anos da minha vida mostraram-se poucos e aflitivos”, disse o patriarca Jacó. (Gênesis 47:9) Similarmente, Jó declarou que o homem “é de vida curta e está empanturrado de agitação”. (Jó 14:1) Como eles, a maioria de nós já sofreu dificuldades, injustiças, até mesmo tragédias. No entanto, termos nascido não foi injustiça da parte de Deus. Não temos a perfeição mental e física nem o lar paradísico que Adão e Eva tiveram, é verdade. Mas que dizer se Jeová os tivesse executado assim que se rebelaram? Ao passo que desse modo não haveria doenças, tristezas, ou morte, também não haveria uma raça humana. Não teríamos nascido. Misericordiosamente, Deus concedeu tempo a Adão e Eva para terem filhos, ainda que estes herdassem a imperfeição. E, por meio de Cristo, Jeová tornou possível recuperarmos o que Adão perdeu — a vida eterna numa Terra paradísica. — João 10:10; Romanos 5:12.
2 Como é animadora a perspectiva de vivermos para sempre no ambiente paradísico do novo mundo, livres de doenças, tristezas, dores e morte, bem como de pessoas más! (Provérbios 2:21, 22; Revelação [Apocalipse] 21:4, 5) Mas do registro bíblico aprendemos que, embora a nossa salvação pessoal seja muito importante para nós e para Jeová, algo ainda mais significativo está envolvido.
Pela causa de seu grande nome
3 O nome de Deus está envolvido no cumprimento de Seu propósito para com a Terra e a humanidade. Esse nome, Jeová, significa “Ele Causa que Venha a Ser”. Assim, o seu nome reflete a Sua reputação de Soberano Universal, Idealizador e Cumpridor de propósitos e Deus da verdade. Devido à posição de Jeová, a paz e o bem-estar de todo o Universo dependem de se dar ao seu nome e ao que ele representa o pleno respeito que merecem e que todos Lhe sejam obedientes.
4 Após criar Adão e Eva, Jeová lhes confiou uma tarefa. Ele deixou claro que o seu propósito não era apenas subjugar a Terra inteira — estendendo assim os limites do Paraíso — mas povoá-la com os descendentes de Adão e Eva. (Gênesis 1:28) Será que esse propósito fracassaria por causa do pecado deles? Que vitupério seria para o nome do todo-poderoso Jeová se ele não conseguisse cumprir o seu propósito para com a Terra e a humanidade!
5 Jeová havia alertado Adão e Eva de que, se o desobedecessem e comessem da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, morreriam “no dia” em que comessem dela. (Gênesis 2:17) Fiel à sua palavra, Jeová pediu explicações a eles no mesmo dia em que pecaram e pronunciou a sentença de morte. Do ponto de vista de Deus, Adão e Eva morreram naquele dia. A fim de realizar o seu propósito para com a Terra, porém, Jeová lhes permitiu ter filhos antes de morrerem fisicamente. Não obstante, visto que Deus pode considerar 1.000 anos como um dia, quando a vida de Adão findou, aos 930 anos, estava dentro de um “dia”. (2 Pedro 3:8; Gênesis 5:3-5) Assim, a palavra de Jeová com respeito a quando a punição seria executada se confirmou, e a morte do casal não frustrou o propósito de Deus para com a Terra. Por algum tempo, porém, pessoas imperfeitas, incluindo pessoas más, têm recebido permissão de viver.
6 O que Jeová disse ao governante do Egito nos dias de Moisés também mostra por que Deus tem permitido a existência de pessoas más. Quando Faraó proibiu a partida dos filhos de Israel do Egito, Jeová não o eliminou imediatamente. O país foi atacado pelas Dez Pragas, demonstrando de maneiras espantosas o poder de Jeová. Ao advertir a respeito da sétima praga, Jeová disse a Faraó que ele e seu povo já poderiam ter sido facilmente eliminados da face da Terra. “Mas, de fato”, disse Jeová, “por esta razão te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra”. — Êxodo 9:15, 16.
7 Quando Jeová libertou os israelitas, seu nome realmente ficou bem conhecido. (Josué 2:1, 9-11) Hoje, uns 3.500 anos depois, o que ele fez naquele tempo não foi esquecido. O nome Jeová não só foi “declarado” mas também declarou-se a verdade a respeito do Portador do nome. Isso firmou a reputação de Jeová como Deus que cumpre o que promete e que age em favor de seus servos. (Josué 23:14) Demonstrou que, devido ao seu ilimitado poder, nada pode impedir a realização de seu propósito. (Isaías 14:24, 27) Portanto, podemos confiar que ele agirá em breve em favor de seus servos fiéis, destruindo todo o perverso sistema de Satanás. Tal demonstração de poder ilimitado, e a glória que isso trará ao nome de Jeová, jamais serão esquecidas. Os benefícios serão infindáveis. — Ezequiel 38:23; Revelação 19:1, 2.