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loucos por blog

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Por quanto tempo podemos viver?

“MUITAS PESSOAS que vivem hoje terão a oportunidade de ter um período de vida grandemente prolongado. Atualmente, até imortalidade parece possível.” “Milhões Que Agora Vivem Talvez Jamais Morram.” Qual é a diferença entre estas duas declarações? A primeira é a declaração do Dr. Lawrence E. Lamb, colunista que escreve sobre assuntos médicos e que é professor, em seu livro Get Ready for Immortality (Apronte-se Para a Imortalidade), editado em 1975. A segunda é o título de um discurso público e livro subseqüente de J. F. Rutherford, o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA). Este discurso público foi proferido pela primeira vez em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 1918. As duas declarações aparentemente similares, contudo, diferem amplamente no raciocínio e na pesquisa que levou até elas. As palavras do Dr. Lamb são representativas dos muitos chamados imortalistas. Tais pessoas acham que os progressos na ciência médica, inclusive as pesquisas sobre o envelhecimento, logo solverão o mistério de por que envelhecemos, e, com o tempo, conquistarão a própria morte. Todavia, apesar das consecuções da ciência moderna em alongar a expectativa média de vida e em ajudar muitos a usufruir uma vida melhor, as predições de imortalidade continuam sendo exatamente isso — prognósticos otimistas. J. F. Rutherford, por outro lado, não estava fazendo previsões baseadas na ciência ou na medicina. Sua palestra baseava-se na Bíblia. Ele demonstrou, por meio de profecias bíblicas cumpridas, que o mundo da humanidade tinha entrado em seu “tempo do fim”. (Daniel 12:4) Apontou então a esperança, baseada na Bíblia, de que, assim como Noé e sua família sobreviveram ao fim do mundo em seus dias, milhões sobreviverão à destruição deste mundo e continuarão vivos num justo novo mundo, a fim de usufruírem a vida eterna numa Terra paradísica. — Mateus 24:37-39; Revelação 21:3, 4. Para muitos dos que estavam na assistência, o discurso de Rutherford era surpreendente. Ainda hoje, muitos consideram irrealístico e difícil de crer tal idéia sobre viver para sempre na Terra, sob o governo do Reino de Deus. (Salmo 37:10, 11, 29) Mas será realmente tão incrível assim o que a Bíblia diz sobre por que envelhecemos e morremos? O que, efetivamente, diz ela sobre o assunto? Feitos Para Viver, e não Para Morrer Logicamente, a Bíblia se inicia com o relato do começo da vida humana. No primeiro capítulo de Gênesis, lemos que, depois de ter criado o primeiro casal humano, “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.”’ — Gênesis 1:28. Para que o primeiro casal humano, Adão e Eva, cumprisse tal atribuição, eles necessariamente teriam de ter uma vida bem longa, e o mesmo se daria com a descendência deles. Mas por quanto tempo? Prosseguindo a leitura no livro bíblico de Gênesis, não encontramos menção alguma de que tenha sido prescrito um período específico de vida para Adão e Eva. Havia, porém, uma condição que eles teriam de satisfazer se haviam de continuar vivendo. Deus disse a Adão: “Quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” — Gênesis 2:17. Assim, a morte somente lhes sobreviria se desobedecessem à ordem de Deus. De outra forma, eles tinham a perspectiva de continuar a viver indefinidamente naquele Paraíso terrestre chamado Éden. É evidente que os humanos foram feitos para viver, e não para morrer. O relato de Gênesis prossegue narrando, contudo, que o primeiro casal humano preferiu ignorar a ordem claramente expressa de Deus, e, deste modo, pecaram. Seu proceder de desobediência trouxe a eles, e, subseqüentemente a seus descendentes, a condenação de morte. Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo explicou: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Romanos 5:12. A lei da hereditariedade é tal que Adão e Eva só podiam transmitir a seus descendentes o que eles mesmos possuíam. Segundo foram criados, tinham a capacidade de transmitir a vida perfeita e infindável às futuras gerações. Agora, porém, que sua própria vida tinha sido maculada pelo pecado e pela morte, não mais podiam legar aquela grandiosa herança. O pecado, a imperfeição e a morte tornaram-se o quinhão de toda a humanidade desde então, malgrado os esforços de se estender a duração da vida humana. Em certo sentido, isto pode ser assemelhado a um programa de computador em que existe uma falha, ou “bug”. A menos que se isole esse “bug”, e que ele seja corrigido, o programa não funcionará devidamente, e os resultados podem ser desastrosos. O homem não tem conseguido isolar, e muito menos corrigir, a falha inerente que resulta no mau funcionamento de nosso corpo humano, resultando no envelhecimento e na morte. Contudo, o Criador do homem, Jeová Deus, tem feito arranjos para corrigir isso. Qual é a solução dele? Deus forneceu a vida humana perfeita de seu Filho, Jesus Cristo, “o último Adão”, que assim substitui, com efeito, o Adão original como nosso pai e dador de vida. Por conseguinte, em vez de serem condenados a morrer como filhos do pecador Adão, os humanos obedientes podem ser reconhecidos como dignos de receber a vida eterna quais filhos do “Pai Eterno”, Jesus Cristo. O próprio Jesus explicou: “Esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que observa o Filho e exerce fé nele tenha vida eterna.” — 1 Coríntios 15:45; Isaías 9:6; João 3:16; 6:40. Jesus Cristo, na conclusão de seu ministério terrestre, em oração a seu Pai celeste, expressou o requisito básico para se alcançar esta grandiosa recompensa de vida, dizendo: “Isto significa vida eterna que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.

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