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sábado, 14 de dezembro de 2013

Por que permitiu Deus o sofrimento na terra?


A EVIDÊNCIA científica e a Bíblia atestam que todos os humanos descendem de um único casal original. Daí, após o Dilúvio, formaram-se três ramos principais da família humana, da descendência dos três filhos de Noé. — Gênesis 3:20; 9:18, 19.
2 O apóstolo Paulo disse: “[Deus] fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra.” (Atos 17:26) Este homem Adão e sua esposa Eva foram criados perfeitos, assim como todas as obras de Deus. — Deuteronômio 32:4; Gênesis 2:18, 21-23.
3 Adão era filho de Deus, pleno membro da família de Deus, feito apenas um pouco inferior aos anjos. (Lucas 3:38) Os anjos são criaturas espirituais, maiores em poder e capacidade do que os homens. (2 Pedro 2:11) Mas, em parte alguma diz a Bíblia que os anjos têm maior capacidade moral. Quando Jesus Cristo era homem na terra, nascido de mulher, sua integridade moral era igual àquela de qualquer outro da família universal de Deus, no céu e na terra. — Salmo 8:4, 5; Hebreus 2:6-9; 7:26.
4 Então, como foi que a imperfeição e suas acompanhantes dificuldades, doenças e lutas vieram a ser a sorte da raça humana? A Bíblia explica que, sem culpa própria, todos os humanos, desde Adão e Eva, nasceram com imperfeições. Ela declara: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Romanos 5:12.
5 Segundo as leis da genética, os filhos herdam as tendências e as características, bem como os defeitos, de seus pais. Mas, como foi que o perfeito Adão se tornou deficiente, imperfeito e pecador? Por que se permitiram desde então as dificuldades e o sofrimento?
A SITUAÇÃO EXCELENTE DE ADÃO
6 Adão foi criado à imagem e semelhança de Deus. (Gênesis 1:26) Isto significa que ele possuía qualidades morais e era capaz de ter espiritualidade. Podia saber e aprender sobre Deus, e podia ter uma relação filial com Deus. Tinha a faculdade de raciocínio e a de consciência — o senso do que é certo e do que é errado. Adão era capaz de representar a Deus na terra, refletindo a glória de Deus  — seus belos atributos — perante aqueles que haviam de nascer.
7 Deus estava em comunicação com Adão, possivelmente cada dia. De acordo com Gênesis 3:8, foi “por volta da viração do dia” que Adão e Eva “ouviram a voz de Jeová Deus” A referência a um período específico durante o dia sugere que esta talvez fosse a hora costumeira de Deus se comunicar com o homem. Sim, o Altíssimo tomava tempo para instruir Adão, como novato na terra. (Gênesis 1:28-30) Este primeiro homem precisava da ajuda e da instrução de Deus, para poder exercer o devido domínio sobre a criação inferior. Adão possuía plena capacidade para desenvolvimento espiritual e para cultivar amor. Podia aumentar em apreço e em amor pelo seu Criador, ao progredir no saber. (1 João 4:7, 8) Podia estabelecer uma relação ainda mais íntima com Ele.
8 A Bíblia não diz por quanto tempo Deus se ocupou em dar instruções ao seu filho. Mas, era essencial que Adão aprendesse, entre as primeiras coisas, sobre a vida vegetal e a vida animal, visto que devia ser cultivador perito e instrutor de seus filhos na arte de jardinagem e de tratar dos animais domésticos. (Gênesis 2:15, 19) É evidente que isto podia levar algum tempo.
9 Adão morava no lar ajardinado, edênico, que Deus fizera para ele. Esse era provavelmente uma grande região, que Adão podia percorrer. De modo que Adão podia observar os animais no seu habitat, de qualquer modo que Deus lhe facilitasse isso. Adão podia então dar-lhes nomes, segundo as suas tendências e caraterísticas. Não havia necessidade de pressa. — Gênesis 2:8, 19, 20.
10 Embora Adão pudesse solucionar problemas que surgissem dentro do alcance de seu conhecimento, teria de recorrer a Deus como Projetista e Diretor quanto a como ‘sujeitar a terra’. O solo inculto, fora do jardim do Éden, teria de ser transformado num “lar” para bilhões de pessoas que ainda viriam. E assim como o construtor segue a planta do arquiteto, assim o homem teria de seguir fielmente a orientação sábia de Deus, a fim de dar beleza à terra e para o maior conforto e usufruto da raça humana. — Lucas 16:10.
11 Como se saiu Adão quanto às coisas com que Deus o abençoara? Por um tempo, saiu-se bem, instruindo sua esposa sobre o que havia aprendido de Deus. (Compare Gênesis 2:16, 17, com Gênesis 3:2, 3.) Por Jeová ser seu Criador, ele era seu Deus. A fim de continuarem a manter a relação correta com Deus, Adão e Eva precisavam estribar-se nele e obedecer-lhe como sendo o Governante Soberano. Ao passo que aumentasse sua família, para cobrir a terra, a sujeição ao governo de Deus seria essencial, para haver ordem e harmonia. Adão e Eva podiam instruir e educar seus filhos, a fim de que estes, por sua vez, pudessem dar glória a Deus.
‘A ÁRVORE DO CONHECIMENTO’
12 Deus dissera a Adão que podia comer livremente de toda árvore do jardim, exceto da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau. (Gênesis 2:17) A este casal e seus descendentes apresentava-se a vida eterna, condicionada apenas pela sua obediência. Seria uma desgraça para toda a família de Deus, no céu e na terra, se Adão fosse tão desrespeitoso, ao ponto de desobedecer a Deus.
13 Deus dera a Adão tudo para o usufruto dele. O próprio Adão não fizera com que a terra produzisse as boas coisas para comer. Não foi ele quem criou a sua bela companheira, Eva. Não foi ele quem fez o seu próprio corpo, com as faculdades que o habilitavam a usufruir as coisas que possuía. Mas, embora Adão amasse e usufruísse a bela vida que se lhe concedera bondosamente, não continuou no proceder obediente.
14 Por fim, Adão passou a colocar seus supostos interesses acima daqueles de seu Pai celestial. Achava mais importantes os seus desejos imediatos, do que a família de Deus e os descendentes que havia de ter. Até mesmo homens imperfeitos desprezam alguém que trai a sua família ou que vende os seus próprios filhos em escravidão e morte. E isto foi o que Adão fez. — Romanos 7:14.
15 Em que consistia o pecado de Adão? Relacionava-se com a “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Tem havido muita conjetura sobre esta árvore. Era mesmo uma árvore? Qual era o “conhecimento” e ‘o que é bom e o que é mau’? Por que colocaria Deus tal árvore no jardim?
16 A Bíblia indica que a árvore era real, falando dela como sendo uma das árvores frutíferas do jardim. (Gênesis 2:9) Qual era o “conhecimento” representado pela árvore? A versão católica, em inglês, da Bíblia de Jerusalém faz um comentário pertinente, numa nota ao pé da página, sobre Gênesis 2:17:
17 “Este conhecimento é um privilégio que Deus reserva para si mesmo e de que o homem se apodera por pecar, [Gênesis] 3:5, 22. Por isso, não significa onisciência, que o homem decaído não possui; nem é discriminação moral, porque o homem, antes de cair, já a possuía e Deus não a podia negar a um ser racional. É o poder de decidir por si mesmo o que é bom e o que é mau, e de agir de acordo, uma reivindicação de completa independência moral, pela qual o homem se nega a reconhecer sua condição de ser criado. O primeiro pecado foi um ataque contra a soberania de Deus, um pecado de orgulho.”
18 A árvore simbolizava, na realidade, a fronteira — a linha de demarcação — ou o limite do devido domínio do homem. Era certo e correto, sim, era essencial que Deus informasse Adão sobre esta fronteira. Comer o homem perfeito daquela árvore exigiria o consentimento deliberado de sua vontade indicaria a decisão feita de antemão, de que se retirava da sujeição ao governo de Deus, para seguir seu próprio caminho, fazendo “o que é bom” ou “o que é mau”, segundo as suas próprias decisões.
DESAFIADA A SOBERANIA DE DEUS
19 De modo que o homem seguiu um caminho independente de Deus. Deus não interferiu no livre-arbítrio de Adão. Mas a escolha errada de Adão trouxe sobre ele e seus filhos toda espécie de problemas difíceis e humanamente insolúveis. — Romanos 1:28.
20 Além disso, havia mais envolvido na questão do que apenas a rebelião de Adão e sua esposa. A rebelião do filho terreno de Deus suscitou a pergunta: Haveria alguém, na família terrena de Deus, o qual, usando de livre-arbítrio, escolheria ser leal ao governo de Deus, e permaneceria ele leal a Deus sob pressão ou sob a tentação de ganhar algo para si, por meio da desobediência? Assim, a integridade e a fidelidade de cada homem e mulher, a serem trazidos a existência, ficariam em dúvida na mente de todas as criaturas de Deus, no céu e na terra.
21 Esta questão, porém, era subsidiária ou secundária a uma muito maior — o desafio a respeito da legitimidade da soberania ou do governo de Deus — conforme ilustrado por acontecimentos ocorridos uns 2.500 anos mais tarde. Uma ilustração da questão envolvida é encontrada no que aconteceu na vida real com o homem Jó cujo registro foi preservado para nosso benefício.
22 O livro de Jó revela que um anjo celestial de Deus lançou o desafio. Compareceu perante o Altíssimo, acusando com insolência o servo devotado de Deus, Jó e dizendo que a lealdade deste a Deus baseava-se exclusivamente no egoísmo. Deus permitiu que este filho espiritual submetesse Jó a uma prova de grande adversidade. Embora Jó se mostrasse fiel sob prova, o rebelde ainda o acusou de ter mau coração. Jeová disse-lhe: “Fixaste teu coração no meu servo Jó que não há ninguém igual a ele na terra, homem inculpe e reto, temendo a Deus e desviando-se do mal? Ele ainda se agarra à sua integridade [irrepreensibilidade, fidelidade a Deus], embora me instigues contra ele para tragá-lo sem causa.” O anjo respondeu: “Pele por pele, e tudo o que o homem tem dará pela sua alma. Ao invés disso, estende agora tua mão, por favor, e toca-lhe até o osso e a carne, e vê se não te amaldiçoará na tua própria face.” — Jó 2:2-5.
23 Deus deixou que Jó fosse provado, sabendo que permaneceria fiel. E Jó realmente não saiu perdendo por sofrer por um pouco. Pois, no fim da prova, Deus recompensou Jó muito além do que usufruía antes disso, dando-lhe inclusive mais 140 anos de vida. — Jó 42:12-16; veja Hebreus 11:6.
24 Este vislumbre dum acontecimento invisível no céu ajuda-nos a entender a questão real quanto a por que Deus permitiu o mal. O anjo desafiador, conhecido como Satanás, o Diabo, foi realmente quem instigou a rebelião. Não obstante, o primeiro casal humano, que tomou o lado de Satanás, quando ele começou a lançar o desafio, estava deliberadamente culpado, sem desculpa.
25 Deus havia dado a Adão todas as instruções e oportunidades necessárias, a fim de que estivesse plenamente preparado para permanecer leal a Deus, porque Deus nunca deixaria um servo Seu exposto a um ataque contra o qual não tivesse defesa. (1 Coríntios 10:13) Por conseguinte, Adão, com perfeita liberdade de exercer a sua vontade, podia ter permanecido firme e demonstrado lealdade e fidelidade. Não havia nenhum fator além de seu controle, para fazê-lo pecar, como se dá hoje no caso da humanidade imperfeita. O pecado dele era inteiramente proposital e deliberado.
26 Contudo, o adversário de Deus, o rebelde filho espiritual, procurou uma oportunidade para iniciar uma rebelião no universo. Quis usar Adão e Eva como instrumentos para lançar seu desafio ao governo de Deus. A narrativa bíblica nos conta como ele atacou primeiro a mulher. Satanás estava confiante em que, tendo vencido Eva, poderia exercer maior pressão sobre Adão.
REBELIÃO CONTRA DEUS
27 Como foi realmente lançado o desafio ao governo de Deus, intentado por Satanás? O relato bíblico diz que um humilde animal do campo, uma serpente, falou a Eva. Naturalmente, nenhum animal pode falar por si mesmo. Satanás, o Diabo, foi realmente quem falou, usando a serpente. Por causa desta fraude e do uso da serpente, Deus o chamou de “serpente [enganador] original”. (Revelação 12:9) Jesus salientou que Satanás foi o instigador do desafio à soberania de Deus, quando disse que o Diabo era o “pai da mentira” e homicida, desde o começo de seu proceder rebelde, no Éden. (João 8:44) o registro bíblico sobre esta primeira mentira e a rebelião reza:
28 “Ora, a serpente mostrava ser a mais cautelosa de todos os animais selváticos do campo, que Jeová Deus havia feito. Assim, ela começou a dizer à mulher: ‘É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?’ A isso a mulher disse à serpente: ‘Do fruto das árvores do jardim podemos comer. Mas, quanto a comer do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Não deveis comer dele, não, nem deveis tocar nele, para que não morrais.”’ A isso a serpente disse à mulher: ‘Positivamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.’” — Gênesis 3:1-5.
29 Até aquele tempo, a mulher havia obedecido à injunção de não comer da “árvore do conhecimento”, à qual a serpente se referiu. Ela tinha toda espécie de alimento para comer e não padecia necessidade. Entendia que comer da árvore traria maus resultados. Não era que o fruto fosse venenoso, mas Deus havia dito que comer dele traria a condenação, à morte por Ele. Ora, quando alguém, na floresta, vê certas plantas, tais como o sumagre-venenoso ou certas árvores frutíferas, de que é perigoso comer, sente-se atraído ou impelido a tocar nelas, e tomar e comer delas? Não, não há tal atrativo. Assim foi com Eva. Mas, a mentira de Satanás deu então atrativo à árvore Ela creu nas palavras dele, proferidas por meio da humilde serpente, mais do que nas de seu Criador. Lemos:
30 “Conseqüentemente, a mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar. De modo que começou a tomar do seu fruto e a comê-lo.” — Gênesis 3:6.
EVA FOI ENGANADA
31 Por que Eva não ficou pasmada e por que não fugiu quando a serpente lhe falou, o que era de surpreender? A Bíblia não o diz. É possível que ela viu a serpente na árvore e que as ações dela lhe possam ter atraído a atenção. Sabia que era um animal muito cauteloso. De modo que a serpente pode ter parecido muito sábia, e quando falou, parecia ter sabedoria especial.
32 De qualquer modo, a mentira proferida por meio deste animal convenceu-a de que ela não morreria se comesse do fruto. Antes, acreditava que obteria poderes especiais — ser semelhante a Deus, livre e independente, para julgar por si mesma o proceder a adotar. Ela não dependeria de ninguém, nem estaria sujeita a alguém. Certamente, abandonou a sujeição ao seu marido, que lhe havia declarado a ordem de Deus. Foi adiante e tomou do fruto, sem consultá-lo.
33 Foi por isso que o apóstolo Paulo enfatizou a submissão por parte da mulher cristã. Indicou que Eva, pensando que conseguiria a independência absoluta, na realidade estava fazendo exatamente o oposto e trazendo sobre si mesma a maior dificuldade. Tentou fazer algo para o qual não estava equipada. Paulo disse: “Adão não foi enganado mas a mulher foi totalmente enganada e veio a estar em transgressão.” — 1 Timóteo 2:11-14.
ADÃO TEVE FALTA DE FÉ
34 Visto que Adão não foi enganado, o que o impeliu a juntar-se a sua esposa na rebelião? Ele deixou que o anelo que tinha de sua esposa, Eva, tivesse prioridade sobre a sua relação com Deus. Portanto, quando viu sua esposa, tomou dela o fruto. — Gênesis 3:6.
35 A Bíblia não registra as palavras trocadas entre Adão e Eva. Mas, de repente, ele ficou ali com um seríssimo problema ‘na mão’. Adão talvez tenha tido problemas a resolver com relação ao seu domínio sobre os animais e ao cultivo do jardim mas esta situação com Eva era algo que lhe tocava diretamente o coração e testava sua lealdade. Tal vez se perguntasse: ‘Por que tinha de me acontece algo assim, tão de repente e tão chocante, no meio duma vida feliz? Por que permitiu Deus que ocorresse?’ Sua fé em Deus ficou testada. Devia ter demonstrado amor superior a Deus. Devia ter sabido que Deus o apoiaria. — Salmo 34:15.
36 Deus, certamente, teria cuidado de seu filho Adão, se este tivesse permanecido leal. Teria resolvido a questão para a completa felicidade de Adão. (Veja o Salmo 22:4, 5.) Mas, Adão não exerceu tal fé. Além disso, procurou desculpar-se, dizendo: “A mulher que me deste para estar comigo, ela me deu do fruto da árvore e por isso o comi.” — Gênesis 3:12.
37 A resposta de Adão, em que ele se desculpava, acusou a mulher como sendo a culpada. Mas Adão era plenamente responsável, e, como chefe de sua família, era com ele que Deus lidava diretamente. Era repreensível. Na realidade, Adão adotou o proceder descrito em Tiago 1:13-15:
38 “Quando posto à prova, ninguém diga: ‘Estou sendo provado por Deus.’ Não; pois, por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém. Mas cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado, o pecado, por sua vez tendo sido consumado, produz a morte.”
PREJUDICADA TODA A RAÇA HUMANA
39 Adão tornou-se com isso pecador. De acordo com o significado da palavra hebraica para “pecado”, ele ‘errou o alvo’. Não conseguia mais estar à altura das normas perfeitas. Morreu em sentido espiritual e também começou a morrer fisicamente, naquele dia. Adão tinha então uma falta, uma fraqueza moral, que também o afetava fisicamente porque “o aguilhão que produz a morte é o pecado”. (1 Coríntios 15:56) Com a ruína da espiritualidade de Adão, seu funcionamento mental ficou desequilibrado, e isto contribuiu para o desequilíbrio e a deterioração de seu corpo físico. Adão tinha de morrer. (Gênesis 3:19) Não podia transmitir a plena força moral ou física aos seus filhos, porque não mais a possuía para dar. Por conseguinte, “todos pecaram e não atingem a glória de Deus”, que Adão antigamente refletia na sua perfeição. — Romanos 3:23.
40 Sendo pecador, Adão não tinha mais direito a ter comunicação com Jeová Deus. Não tinha mais direito a continuar a viver no jardim paradísico. Deus, evidentemente, falou então ao seu primogênito Filho celestial. Este Filho havia sido usado por Jeová na obra criativa. (Colossenses 1:13, 15, 17) Jeová disse: “‘Eis que o homem se tem tornado como um de nós, sabendo o que é bom e o que é mau, e agora, a fim de que não estenda a sua mão e tome realmente também do fruto da árvore da vida, e coma, e viva por tempo indefinido . . .’ Com isso, Jeová Deus o pôs para fora do jardim do Éden para lavrar o solo de que tinha sido tomado.” (Gênesis 3:22, 23) Assim também hoje, as Escrituras ordenam que a pessoa má ou imoral, que é impenitente, tem de ser desassociada da comunhão e associação da congregação cristã. — 1 Coríntios 5:11-13.
41 O que significava tudo isso para a raça humana? O resultado foi a fraqueza herdada. No entanto, ninguém pode de direito lançar sobre isso a culpa de todas as ações más que faz, porque, na realidade, todos podem pecar propositalmente e assim ter responsabilidade individual. O pecado multiplicou-se na raça humana, de modo que se manifestou a sua extrema maldade, com todas as dores e tristezas que isso traz. O pecado tem reinado sobre a humanidade, permeando quase todos os pensamentos e ações; o egoísmo está arraigado. — Romanos 5:14.

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