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loucos por blog

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Precisamos ser governados por Deus?


QUANDO olha em volta de si e vê as muitas coisas indesejáveis que ocorrem em toda a terra — doença, injustiça, crime, ódio e guerra — talvez ache difícil de harmonizar isso com o conceito de que há um poder supremo que governa o universo.
2 Talvez diga: ‘Se eu fosse o Criador, faria desde já algo a respeito.’ Muitos mostram que pensam do mesmo modo, ao perguntarem: ‘Por que não faz Deus alguma coisa? Será que Deus se importa?’
3 Mas, presumindo que você, leitor, fosse bastante poderoso para acabar imediatamente com tudo o que causa dificuldades, ficariam as pessoas felizes com isso? Exigiria que você fizesse vastas mudanças, em todos os sistemas e instituições deste mundo, de fato, uma mudança total no modo em que o mundo funciona. Isto requereria alterações drásticas nos planos pessoais e modos de vida de todos. Seriam tais mudanças forçadas acolhidas cordialmente por todos? Dificilmente. As pessoas não gostam de ser obrigadas a levar determinado modo de vida. Conforme dizem, querem ‘fazer o que bem entendem’.
A LIVRE VONTADE É ESSENCIAL
4 Para as pessoas se darem bem entre si, em felicidade, precisa haver uma mudança da mente e do coração. Esta mudança não pode ser produzida pelo mero exercício de poder e autoridade. As pessoas precisam estar dispostas a mudar.
5 Por exemplo, um homem talvez seja pai amoroso, provendo as necessidades da vida, junto com algo mais, para seu filho ou sua filha. Mas o que acontece quando este pai usa de sua autoridade para regulamentar cada pormenor da vida do filho, mesmo quando este se torna adulto? É verdade que o filho, ou a filha, talvez leve uma vida aparentemente segura, sem sofrer necessidades materiais. Mas, fará isso com que se sinta feliz? Não. Muitas vezes ouvimos a queixa feita pelos filhos dos ricos e poderosos: ‘Quero levar a minha própria vida. Prefiro tomar as minhas próprias decisões. Eu talvez cometa alguns enganos, mas pelo menos a minha vida será real.’ Tais pessoas mostram que na realidade se sentem inseguras, apesar de todas as suas aparentes vantagens. O domínio total não leva à felicidade humana.
6 Deus, quem fez a humanidade, sabe que os homens têm este sentimento profundo. Ele os fez “à sua imagem”, o que inclui terem uma medida gene rosa de livre-arbítrio e escolha. (Gênesis 1:27) Deus podia ter constituído os homens em autômatos, feitos de modo que não pudessem fazer nada de errado. Mas não fez isso. Eles tampouco são orientados por instintos inatos, assim como os animais. Deus fez os homens dando-lhes livre-arbítrio próprio e o desejo de exercê-lo.
7 Em resultado, a humanidade preza a liberdade às vezes mais do que a própria vida. Todavia, a fim de que cada humano possa adotar o proceder sábio, no exercício do livre-arbítrio, Deus provei; orientação na forma duma consciência, e, além disso, Seu próprio conselho sábio e suas instruções Mas Deus não é ditatorial. Não obriga as pessoas a adotar o proceder recomendado por ele. Devemos ser deveras gratos por esta maneira sábia de lidar conosco. — Romanos 2:4; 2 Pedro 3:15.
8 Muitos acham que a admissão da existência de Deus e o reconhecimento de seu governo com certeza entraria em conflito com o exercício de seu livre-arbítrio. Por isso, preferem o governo humano, embora este traga consigo suas próprias restrições e até mesmo dificuldades. Preferem tolerar o governo do homem, em vez de procurar o governo de Deus. Por quê? Porque o governo do homem admite uma medida considerável de egoísmo. Não exige mudanças intimas, profundas — a transformação da personalidade. O governo do homem não requer que se harmonize a vida com aquilo que é inteiramente correto, assim como o governo de Deus exorta. Se alguém duvida disso, só precisa olhar em volta, para ver se encontra verdadeiro amor ao próximo e a adoção de princípios puros, honestos e retos na vida diária da maioria da humanidade.
9 No entanto, mesmo sob o governo do homem, as pessoas nunca ficaram realmente contentes. E atualmente, as pessoas ficam cada vez mais dessatisfeitas com todas as formas de governo criadas pelo homem. Isto é evidenciado pelas muitas demonstrações públicas contra certos planos de ação, governamentais. Manifesta-se ainda mais fortemente nos distúrbios internos, nas revoluções e nas mudanças de governo, em todo o mundo. Não obstante, muitos não acham que o governo de Deus seja o modo de obter genuíno alívio. Por que não?

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